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De prisão a perdão de Bolsonaro: o passado de Luiz Estevão que poucos lembram

Empresário e fundador do portal de notícias foi o primeiro senador cassado no Brasil e cumpriu pena na Papuda

O empresário Luiz Estevão, proprietário do portal Metrópoles, recebeu R$ 27,2 milhões do Banco Master. Com investimentos nos setores imobiliário, de comunicação e esportivo, o executivo possui uma trajetória política singular. Eleito pelo PMDB do Distrito Federal em 1998, ele se tornou o primeiro parlamentar a ter o mandato cassado no Senado por quebra de decoro, em 2000.

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A perda do cargo ocorreu após a CPI do Judiciário apontar sua participação no desvio de recursos da construção do Fórum Trabalhista de São Paulo. Em 2006, a Justiça o sentenciou a 31 anos de reclusão por estelionato, corrupção ativa, uso de documento falso e formação de quadrilha. O cumprimento da pena começou apenas em março de 2016, na Penitenciária da Papuda, após esgotamento de recursos.

Histórico de Luiz Estevão na prisão e indulto de Jair Bolsonaro

Com a prescrição de alguns delitos, a condenação caiu para 26 anos. A progressão ao regime semiaberto ocorreu em 2019, seguida por prisão domiciliar em 2020 devido à pandemia. Em 2022, foi beneficiado por um indulto de Jair Bolsonaro, voltado a detentos maiores de 70 anos. Sobre a medida, ele afirmou: “Única diferença do indulto é que não preciso chegar em casa meia-noite e esperar 6h para sair. Como não sou disso, não muda nada”.

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Apesar do perdão, o ex-parlamentar recebeu nova pena de três anos e onze meses em 2022 por obter regalias na Papuda. Sua projeção nacional, antes de seus próprios processos, ocorreu pela ligação com Fernando Collor. Ele atuou como avalista da “Operação Uruguai”, um empréstimo forjado de US$ 5 milhões usado para justificar recursos ilícitos na campanha presidencial de 1989.

Negócios do ex-senador Luiz Estevão e a criação do Metrópoles

Após o impeachment de Collor, o empresário elegeu-se deputado distrital em 1994 e chegou ao Senado quatro anos depois. No setor privado, consolidou seu patrimônio por meio do Grupo OK, conglomerado com forte atuação na capital federal. A entrada no mercado de mídia digital aconteceu em setembro de 2015, com a fundação do Grupo Metrópoles de Comunicação em Brasília, ampliando seus negócios.

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