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Kanye West é banido do Reino Unido e festival de música acaba cancelado após decisão do governo

O Ministério do Interior rejeitou o pedido de viagem do artista norte-americano, resultando na suspensão do Wireless Festival programado para julho.

O governo do Reino Unido oficializou, nesta terça-feira, 7, a proibição da entrada do rapper norte-americano Kanye West em território britânico. A medida foi motivada pelo histórico de declarações antissemitas proferidas pelo artista nos últimos anos. West, que atualmente tem 48 anos, havia solicitado uma Autorização Eletrônica de Viagem (ETA) na última segunda-feira, 6, mas o pedido foi prontamente indeferido pelo Ministério do Interior. Segundo o órgão governamental, a concessão do visto foi negada sob a justificativa de que a presença do cantor no país não seria de interesse público, invalidando qualquer tentativa de desembarque para compromissos profissionais ou pessoais.

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A decisão administrativa provocou o cancelamento imediato do Wireless Festival, evento que ocorreria em Londres entre os dias 10 e 12 de julho e teria o rapper como atração principal em três apresentações. Os organizadores utilizaram as redes sociais para informar que a impossibilidade de contar com o artista forçou a suspensão total do festival. Antes mesmo do veto oficial, a escalação de West já enfrentava forte resistência de patrocinadores como Pepsi e Diageo, que anunciaram a retirada de seus investimentos. O primeiro-ministro Keir Starmer reforçou o posicionamento estatal ao declarar que o governo permanece firme ao lado da comunidade judaica e agirá para proteger o público e os valores nacionais.

Impacto das declarações e segurança pública

O veto à entrada de West ocorre em um período de elevada sensibilidade no Reino Unido, marcado por episódios recentes de violência contra instituições religiosas. Há cerca de duas semanas, quatro ambulâncias de uma comunidade judaica foram incendiadas próximo a uma sinagoga em Londres. Além disso, em outubro de 2025, um ataque em Manchester resultou em duas pessoas que faleceram e três feridos graves. Diante deste cenário, as autoridades britânicas consideraram que as falas do rapper poderiam agravar as tensões sociais. Em declarações passadas, o artista chegou a afirmar: “Vejo coisas boas em Hitler. Amo os judeus, mas também amo os nazistas”, além de ter lançado uma canção em 2025 que fazia referência direta ao regime nazista.

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Em uma tentativa de reverter a imagem negativa e garantir sua entrada no país, Kanye West publicou um artigo no jornal The Wall Street Journal intitulado Àqueles a quem magoei. No texto, o músico manifestou o desejo de se encontrar com lideranças judaicas britânicas para demonstrar boa vontade. West escreveu que seu objetivo era realizar um show focado em unidade e paz, reconhecendo que apenas palavras não seriam suficientes para reparar danos. “Sei que as palavras não são suficientes. Teria que demonstrar mudança com minhas ações. Se estiverem abertos, aqui estou”, afirmou o rapper na publicação, onde também mencionou seu quadro emocional delicado para contextualizar comportamentos anteriores.

Consequências na carreira e isolamento comercial

A proibição no Reino Unido é mais um desdobramento do isolamento que o artista enfrenta globalmente. Nos últimos anos, West perdeu contratos comerciais significativos e uma parcela considerável de sua base de admiradores devido ao teor de suas manifestações públicas. Embora tenha declarado que não busca tratamento favorecido, mas sim o perdão, as restrições impostas por governos estrangeiros demonstram o rigor das políticas de segurança e convivência social contra discursos de ódio. O cancelamento do festival em Londres evidencia como as sanções institucionais têm afetado diretamente a viabilidade de suas turnês internacionais e a relação com grandes marcas globais.

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