Trump faz declaração polêmica sobre iranianos e ameaça infraestrutura do país com novo prazo
Presidente dos Estados Unidos confirmou a rejeição de proposta mediada pelo Paquistão e exigiu a liberação total do tráfego marítimo até terça-feira.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (6) que não considera crime de guerra a possibilidade de alvejar infraestruturas civis no Irã. A declaração ocorreu durante um evento de Páscoa na Casa Branca, em resposta aos questionamentos sobre as ameaças feitas anteriormente contra o país persa. O líder norte-americano condicionou a segurança dessas instalações à reabertura total do Estreito de Ormuz para a circulação de navios comerciais. Segundo o mandatário, o prazo final para que Teerã normalize o tráfego na região é esta terça-feira (7), mantendo a pressão diplomática e militar sobre o governo iraniano.
Durante a interação com jornalistas, Trump utilizou termos agressivos para se referir aos cidadãos do país asiático ao justificar sua postura estratégica. Ao ser indagado se ataques a estruturas não militares violariam normas internacionais, o presidente respondeu negativamente, afirmando que “não, porque eles são animais”. Ele reforçou que não possui preocupações em relação aos alertas internacionais sobre o bombardeio de infraestrutura civil. O governo do Irã, por sua vez, já havia manifestado que tais ações podem ser enquadradas como crimes de guerra perante tribunais internacionais, uma vez que o direito internacional proíbe ataques a alvos civis em conflitos.
Tensões no Estreito de Ormuz e propostas diplomáticas
Além das ameaças diretas, o presidente norte-americano confirmou que rejeitou formalmente uma proposta de cessar-fogo que havia sido elaborada com a mediação do Paquistão. Embora tenha classificado o texto como um “ato significativo” por parte das autoridades iranianas, Trump argumentou que o conteúdo “ainda não era bom o suficiente” para os interesses dos Estados Unidos. O Irã também não aceitou os termos da trégua, alegando que busca um acordo que estabeleça o fim definitivo das hostilidades, em vez de uma interrupção temporária. Trump demonstrou insatisfação com a postura de Teerã, afirmando que o país deverá pagar um preço elevado pela situação atual.
Em outro momento da conversa, o mandatário expressou um desejo pessoal em relação aos recursos naturais da região, afirmando que, “se eu pudesse escolher, eu tomaria o petróleo” do Irã. No entanto, ele ponderou que a vontade da população norte-americana em encerrar o conflito impede tal medida. Apesar de manter o ultimato para o dia seguinte, Trump apresentou declarações contraditórias ao longo do evento, chegando a mencionar que acredita que o governo iraniano estaria negociando de “boa fé”, para logo em seguida demonstrar irritação e prometer retaliações severas caso as exigências de Washington não sejam atendidas integralmente.
Impactos das negociações internacionais e prazos estabelecidos
O cenário de instabilidade no Estreito de Ormuz permanece como o ponto central da crise, afetando diretamente o comércio global de energia. Trump reiterou que as forças dos Estados Unidos poderiam deixar a região imediatamente, mas que sua intenção é concluir os objetivos estabelecidos. No domingo anterior, o presidente já havia utilizado termos ofensivos contra o governo iraniano, chamando as autoridades locais de “bastardos malucos”. A comunidade internacional observa com cautela o encerramento do prazo estipulado para esta terça-feira, enquanto as normas de guerra continuam sendo um ponto de divergência entre a Casa Branca e os órgãos de direito internacional.



