Carlo Ancelotti avalia evolução da seleção brasileira após vitória contra a Croácia em amistoso
Após triunfo por 3 a 1 na Flórida, treinador elogia postura de estreantes e projeta definição do elenco para o mundial de 2026.
A seleção brasileira encerrou sua participação na última Data FIFA com um balanço positivo após derrotar a Croácia por 3 a 1, em partida amistosa realizada na Flórida, nos Estados Unidos. O confronto, ocorrido na última terça-feira, contou com gols marcados por Danilo Santos, Martinelli e Igor Thiago, consolidando uma recuperação após o revés anterior diante da França. O técnico Carlo Ancelotti utilizou o período para observar variações táticas e testar atletas que buscam espaço no grupo definitivo que disputará o próximo mundial.
Durante a entrevista coletiva concedida após o apito final, o comandante italiano expressou satisfação com o rendimento coletivo e individual. Ancelotti ressaltou que a postura dos jogadores recém-chegados ao ciclo da seleção aumentou a competitividade interna, dificultando o processo de fechamento da lista de convocados. Segundo o treinador, o aproveitamento das oportunidades por parte dos novos nomes é um indicativo de que o trabalho de renovação está surtindo efeito dentro das expectativas da comissão técnica.
Desempenho de novos talentos e disputa por vagas no ataque
“O que me deixa mais contente é que os novatos aproveitaram a chance. Isso, claro, complica a definição da lista final, porque o Igor Thiago jogou muito bem, Léo Pereira também, Danilo fez bom jogo, Endrick teve ótima atuação, e o Kaiki (Bruno) idem… É um sinal positivo para o time; agora vamos continuar avaliando o que ocorrerá nas ligas europeias e no Campeonato Brasileiro”, afirmou Ancelotti. O técnico destacou que a solidez e a intensidade demonstradas em campo foram fundamentais para o resultado, reforçando que o grupo segue em evolução constante.
Um dos pontos comentados pelo treinador foi a decisão sobre a cobrança de pênalti que resultou em um dos gols brasileiros. A penalidade foi sofrida por Endrick após uma jogada individual, mas a execução coube a Igor Thiago. Ancelotti esclareceu que a escolha seguiu o planejamento estabelecido nos treinamentos prévios. “No jogo quem tinha que bater o pênalti era o Matheus Cunha. O Matheus saiu (foi substituído), e o Igor Thiago é um excelente cobrador. Treinamos pênaltis ontem”, explicou o técnico, justificando a hierarquia definida para o momento.
Critérios de observação para a convocação final da seleção
Apesar da derrota sofrida para a França no compromisso anterior, o técnico reiterou que a equipe mantém a trajetória planejada. Para ele, vencer com a camisa da seleção possui um simbolismo relevante para a confiança do elenco, embora reconheça que ainda existem ajustes necessários para atingir o nível ideal de performance. “Vencer com a Seleção sempre tem um peso especial, assim como perder traz muita tristeza. Foi uma vitória importante. O time jogou bem, com solidez e intensidade. A ideia era justamente essa; claro que há pontos a melhorar. Mas, como falei após o jogo contra a França, estamos no caminho certo”, concluiu o treinador.



