Fábio Porchat descreve diferença entre ataques digitais e interações presenciais com o público
O humorista comparou a agressividade das redes sociais com o comportamento dos espectadores em encontros reais durante entrevista recente.
O humorista Fábio Porchat compartilhou detalhes sobre sua percepção a respeito das críticas que recebe, diferenciando a intensidade dos ataques no ambiente digital das interações que ocorrem presencialmente. Em entrevista concedida ao programa Na Palma da Mari Verão, da CNN Brasil, o artista relatou que, embora as redes sociais concentrem um volume elevado de hostilidade, as abordagens nas ruas costumam ser pautadas pelo respeito. Segundo o apresentador, o contato direto com os espectadores raramente resulta em confrontos, contrastando com o cenário observado em plataformas como o Instagram.
Durante o relato, Porchat enfatizou que a experiência de ser alvo de agressões verbais é quase inexistente fora da internet. Ele explicou que as pessoas, quando o encontram pessoalmente, tendem a manifestar opiniões de maneira equilibrada, mesmo quando o feedback não é positivo. O artista mencionou que o público se sente à vontade para expressar que não apreciou determinado trabalho ou entrevista, mas que essas observações são feitas sem a agressividade característica dos comentários anônimos ou coletivos que circulam no espaço virtual.
Diferenças entre o comportamento digital e presencial
Ao detalhar o que classificou como o pior episódio de crítica direta que já enfrentou na vida real, o humorista relembrou uma situação ocorrida no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Enquanto aguardava um transporte, ele foi abordado por uma senhora que demonstrou descontentamento com uma produção específica. “A única vez, o pior ‘hate’ que eu recebi, foi um dia uma senhora no Santos Dumont, aeroporto, esperando táxi. Passou uma senhora e falou assim: ‘Aquele vídeo do Porta dos Fundos, ai hein…’, juro, e passou por mim. Esse foi o maior ‘hate’”, explicou o apresentador.
Para o artista, esse tipo de interação exemplifica como o descontentamento presencial é manifestado de forma contida. Ele reiterou que nunca foi alvo de gritos ou brigas em locais públicos, reforçando a tese de que o comportamento das pessoas muda drasticamente quando não estão protegidas pelas telas. “Se você entra no Instagram, o nível de pessoas xingando, gritando… Nunca na vida alguém me xingou na rua. Nunca, nunca ninguém brigou, gritou nada, nunca”, afirmou Porchat, destacando que as críticas físicas costumam ser pontuais e educadas.
A dinâmica do ódio coletivo nas redes sociais
O apresentador também analisou o fenômeno do contágio emocional nas plataformas digitais, citando uma perspectiva psicológica para explicar por que as críticas se tornam mais intensas na internet. Segundo ele, o ambiente virtual favorece a propagação de sentimentos negativos de forma coletiva, o que amplia a escala dos ataques. “Na internet tem a coisa do ódio contagiar. Se alguém vê falando, vai querer mais. Eu estava vendo um psicólogo dizer que o amor é muito egoísta. Se eu te amo, eu quero que você me ame, não quero que ninguém mais te ame. Agora, se eu te odeio, eu quero que todos aqui te odeiem, que as pessoas na Nicarágua te odeiem”, concluiu.



