Mundo

Ministro da Defesa de Israel declara que ofensiva contra o Irã não tem limite de tempo

Israel Katz reforça objetivo de vitória decisiva e incentiva levante popular contra o regime iraniano durante reunião em Tel Aviv

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou nesta quarta-feira (11) que a ofensiva militar no território iraniano continuará por tempo indeterminado. Durante uma reunião realizada na sede das Forças de Defesa de Israel (FDI), em Tel Aviv, Katz enfatizou que a ação, denominada “Leão Ruidoso”, persistirá até que todas as metas sejam alcançadas. Segundo o ministro, a campanha visa uma vitória decisiva sobre as forças adversárias, embora não tenham sido detalhados objetivos militares específicos para o encerramento das atividades no curto prazo. A postura indica um prolongamento das tensões na região, mantendo o estado de alerta internacional.

Em seu pronunciamento, o ministro transferiu parte da responsabilidade sobre o futuro político do país persa para a própria população local, sugerindo que a pressão militar externa poderia facilitar mudanças internas. Katz afirmou: “Esta operação prosseguirá sem qualquer limite de tempo, até atingirmos todos os objetivos e vencermos decisivamente a campanha”. Ele acrescentou ainda que a estratégia visa criar condições para uma insurreição civil: “Também devemos continuar a operação para permitir que o povo iraniano se levante e aja, e se livre deste regime. Eventualmente, depende deles”.

Reações políticas e contexto do conflito

A declaração gerou críticas imediatas da oposição israelense. Yair Golan, líder do partido Democratas, manifestou-se na rede social X, argumentando que “Uma guerra não precisa de limite de tempo, precisa de uma estratégia de saída e um ministro da defesa que não seja um palhaço”. O cenário atual decorre de um conflito iniciado em 28 de fevereiro, quando uma ação coordenada entre Estados Unidos e Israel resultou no falecimento do líder supremo Ali Khamenei e de outras autoridades do alto escalão em Teerã. Washington relata ter inutilizado dezenas de navios e sistemas de defesa aérea do país asiático durante as incursões.

Em resposta às ofensivas, o regime iraniano realizou ataques contra nações vizinhas, incluindo Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Iraque, alegando mirar exclusivamente interesses norte-americanos e israelenses. O conflito expandiu-se para o Líbano, onde o Hezbollah iniciou investidas contra o território israelense. Dados da Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos indicam que mais de 1.200 civis faleceram no Irã desde o começo das hostilidades, enquanto a Casa Branca confirmou que ao menos sete soldados americanos perderam a vida em decorrência direta dos confrontos na região.

Sucessão na liderança e cenário futuro

Após o falecimento da antiga liderança, um conselho elegeu Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como o novo líder supremo do país. Analistas internacionais avaliam que a escolha representa a continuidade da linha dura do governo e da repressão, sem previsão de mudanças estruturais significativas. A decisão foi criticada pelo ex-presidente Donald Trump, que classificou a nomeação como um “grande erro” e afirmou que o nome de Mojtaba seria “inaceitável” para conduzir a nação, ressaltando seu descontentamento com o processo de sucessão estabelecido em Teerã.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo