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Trump e Netanyahu definirão juntos encerramento de conflito no Irã

Presidente dos EUA defende operações militares e nega envio imediato de tropas para apreender urânio em meio à escalada de tensão regional

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste domingo, 8, que a determinação sobre o momento adequado para encerrar o conflito armado contra o Irã será efetuada de maneira conjunta com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Em entrevista concedida por telefone ao jornal israelense *The Times of Israel*, o republicano enfatizou a cooperação estratégica entre as duas nações. Ao abordar o tema, Trump afirmou: “Acho que é mútuo, em parte. Nós estivemos conversando. Vou tomar uma decisão no momento certo, ⁠mas tudo será levado ⁠em consideração”. A fala reforça o alinhamento entre Washington e Tel Aviv nas operações recentes no Oriente Médio.

Ainda durante a conversa com o periódico, o chefe de estado norte-americano avaliou que não visualiza um cenário onde Israel precise manter a ofensiva isoladamente, caso os EUA optem por finalizar sua participação direta. “Não acho que isso vai ser necessário”, pontuou ele. Trump reiterou a defesa das ações militares executadas, justificando-as como medidas preventivas essenciais para a segurança regional diante das ambições da nação persa. Segundo o presidente, a intervenção foi decisiva para conter ameaças: “O Irã ia destruir Israel e tudo ao redor… Trabalhamos juntos. Destruímos um país que queria destruir Israel”.

Posicionamento sobre tropas e urânio

Em declaração separada ao jornal *New York Post* na segunda-feira, o mandatário abordou a possibilidade de despachar soldados americanos para confiscar o estoque de urânio enriquecido em posse de Teerã. Trump assegurou que tal medida não está iminente, declarando que “Nós não tomamos nenhuma decisão sobre isso. Não estamos nem perto disso”. O contexto envolve relatórios anteriores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que indicaram o uso de centrífugas avançadas pelo Irã para enriquecer urânio a 60%, um nível tecnicamente próximo dos 90% exigidos para o desenvolvimento de armamentos nucleares.

As afirmações ocorrem em um cenário de intensificação das hostilidades no Oriente Médio, iniciadas após ataques coordenados por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro. Como retaliação, Teerã deflagrou uma campanha contra nações vizinhas que hospedam bases militares norte-americanas. A Turquia relatou a interceptação de um míssil balístico pela Otan em seu espaço aéreo, enquanto no Bahrein, drones atingiram o complexo petrolífero de Al-Ma’ameer. A Agência de Notícias do Bahrein confirmou a ocorrência de incêndio e “danos materiais”, sem registro de vítimas, levando o país a limitar exportações de petróleo para atender a demanda interna.

Defesa aérea nos Emirados Árabes

Os reflexos do conflito atingiram também os Emirados Árabes Unidos, que se manifestaram sobre a situação geopolítica. As autoridades locais alegaram que a nação estava sendo alvo “de maneira muito injustificada”, mas ressaltaram enfaticamente que “não participariam de nenhum ataque contra o Irã”. O Ministério da Defesa emiradense comunicou a detecção de 15 mísseis balísticos e 18 drones em seu espaço aéreo na segunda-feira. Os sistemas de defesa conseguiram interceptar a maioria dos projéteis, sendo 12 mísseis e 17 drones neutralizados, enquanto o restante caiu no mar, com exceção de um drone que atingiu o território.

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