Piovani critica sistema político após anúncio de Dolabella no MDB
Atriz questionou legislação eleitoral e pediu voto consciente após ex-companheiro anunciar intenção de concorrer a cargo no Rio de Janeiro
Na madrugada desta quarta-feira (4), a atriz Luana Piovani utilizou suas redes sociais para manifestar sua opinião a respeito da pré-candidatura de Dado Dolabella ao cargo de deputado federal pelo Rio de Janeiro. O anúncio da filiação do ator ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB) gerou questionamentos por parte de seguidores da artista. Em resposta a uma internauta que indagou sobre suas expectativas para o país diante da notícia divulgada durante o Mês da Mulher, Piovani abordou o tema através de uma sequência de vídeos publicados nos stories do Instagram, onde comentou o cenário político atual.
Durante a interação, a atriz adotou uma postura reflexiva sobre a passividade diante dos acontecimentos políticos e a necessidade de ação individual. Ao ser questionada sobre o que esperava do cenário nacional, ela enfatizou que a mudança depende da atitude de cada cidadão, desvinculando o conceito de esperança da inércia. Em sua declaração, Luana afirmou: “Nada. Aliás, esperar é um verbo com o qual a gente tem que tomar cuidado. A palavra esperança vem do verbo esperar, mas quando a gente pensa em esperança, a gente não pode só pensar nesse prefixo ‘esperar’, porque quem sabe faz a hora, não espera acontecer. Então, se está esperando alguma coisa de alguém, esquece. Vai fazer o teu! Não espere nada da vida, não espere nada do outro, vai fazendo o teu”.
Importância do voto consciente
A artista prosseguiu com o raciocínio direcionando o foco para a responsabilidade do eleitorado na escolha dos representantes públicos. Segundo ela, a composição do governo é um reflexo direto das decisões tomadas nas urnas, reforçando a necessidade de aprendizado sobre o processo eleitoral. Ao mencionar especificamente a intenção de Dolabella de concorrer a uma vaga no legislativo, Piovani foi enfática ao sugerir a rejeição nas urnas como forma de protesto. Ela declarou: “Então, o que espero do Brasil? Nada, porque acho que a gente tem que fazer o nosso. Para começar, votar nos políticos certos, porque a gente tem o governo que a gente escolhe. O que a gente vai fazer? Tem que aprender a votar. Então assim, esse aborto da natureza é candidato? É só não votar nele!”.
Além de orientar seus seguidores sobre o poder do voto, Luana questionou a estrutura do sistema político brasileiro que permite a candidatura de indivíduos com pendências judiciais. A crítica se estendeu às regras de elegibilidade vigentes no país, apontando o que considera ser uma falha na legislação ao não impedir que pessoas com histórico de processos criminais pleiteiem cargos na administração pública. A atriz listou situações que, em sua visão, deveriam ser impeditivas para qualquer cidadão que deseje ingressar na vida política e representar a população, demonstrando indignação com as normas atuais.
Críticas à legislação eleitoral
Para encerrar seu posicionamento, Piovani lamentou a permissividade das leis brasileiras em relação aos critérios de ficha limpa para candidatos. Ela citou exemplos de condutas e situações jurídicas que considera incompatíveis com a função pública, expressando descontentamento com a realidade atual. A atriz finalizou o desabafo com a seguinte afirmação: “País da piada pronta. Como pode uma pessoa com processo criminal se candidatar a cargo público? Não poderia. Uma pessoa que não paga pensão, agressor, alguém que tenha um processo criminal em andamento, um ex-presidiário… todas essas coisas. Mas no Brasil tudo pode”.



