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Quatro homens são procurados por violência sexual coletiva em Copacabana

Vítima de 17 anos foi atraída por ex-namorado para apartamento onde quatro adultos aguardavam; suspeitos tiveram prisão decretada e estão foragidos

Uma adolescente de 17 anos foi alvo de violência sexual coletiva em um apartamento situado em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. As investigações conduzidas pela Polícia Civil apontam que o crime foi executado mediante uma emboscada, na qual a jovem foi atraída ao local sob a falsa premissa de um encontro romântico com um ex-namorado, também menor de idade. O caso envolve quatro homens adultos, que já foram identificados e são considerados foragidos da Justiça, além do adolescente que teria facilitado a entrada da vítima no imóvel para a prática dos atos violentos.

Segundo o inquérito policial, a vítima e o jovem infrator estudam na mesma instituição de ensino e mantiveram um relacionamento entre 2023 e 2024. O convite para ir ao apartamento, que pertence ao pai de um dos acusados e costuma ser utilizado apenas para aluguel de temporada, foi feito pelo menor. Câmeras de segurança do condomínio registraram o momento em que o grupo chegou ao local e, cerca de uma hora depois, a saída dos envolvidos. A jovem relatou em depoimento que, após chegar ao imóvel, foi surpreendida pela entrada dos quatro homens no quarto onde estava com o ex-companheiro, momento em que a violência teve início.

Detalhes da investigação

O delegado Ângelo Lajes, titular da 12ª DP e responsável pelo caso, esclareceu a dinâmica do crime, ressaltando o planejamento prévio do grupo para atrair a vítima. “A gente trata esse caso como uma emboscada planejada. Ela foi levada a erro por esse garoto, esse menor que já tinha um relacionamento anterior com ela. Ela achou que estava indo para lá para ter um encontro romântico com esse adolescente infrator. Só que chegou lá havia mais quatro adultos e aconteceu tudo que aconteceu”, afirmou a autoridade policial. Os adultos foram identificados como Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos de 18 anos, além de João Gabriel Bertho Xavier e Matheus Veríssimo Zoel Martins, de 19 anos.

Após o ocorrido, a adolescente dirigiu-se imediatamente à delegacia para registrar a ocorrência. O exame de corpo de delito confirmou a compatibilidade das lesões com o relato da vítima. O delegado descreveu o estado da jovem: “Ela chegou à delegacia muito abalada emocionalmente e com algumas lesões aparentes nas costas, nos glúteos e na vagina. Além disso, apresentava sangramentos, o que comprovava que o crime havia acabado de acontecer. Por isso, até tentamos fazer a prisão em flagrante, indo até o local, mas não tinha mais ninguém no apartamento”. Lajes complementou sobre a gravidade dos atos físicos e psicológicos: “Ela sofreu muita violência física. Foi agredida por todos eles. Ela relatou sessões de tapas e chutes. Inclusive, a perícia apontou suspeita de fratura na costela. E sofreu muita violência psicológica também, com xingamentos e humilhações”.

Mandados de prisão expedidos

A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e decretou a prisão preventiva dos quatro adultos na última sexta-feira. Uma operação denominada “Não é Não” foi deflagrada pela Polícia Civil no sábado para cumprir os mandados, porém os acusados não foram localizados em seus endereços e permanecem foragidos. O menor envolvido também é procurado pelas autoridades. Sobre o histórico dos suspeitos, o delegado informou: “Não tinham anotações prévias por crimes sexuais. Como eles optaram por fugir e não se submeter à ordem judicial, vamos continuar fazendo uma série de diligências para tentar encontrá-los”.

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