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Tensão no tribunal: Família de Marielle Franco precisa de socorro durante julgamento

Marinete da Silva e Luyara Franco sofreram alterações de saúde devido à carga emocional no segundo dia de análise do caso em Brasília

O segundo dia de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o caso que envolve as vítimas Marielle Franco e Anderson Gomes, realizado nesta quarta-feira (25), foi marcado por momentos de instabilidade na saúde dos familiares presentes. A sessão, conduzida pela Primeira Turma sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, precisou lidar com a necessidade de atendimento médico para Marinete da Silva e Luyara Franco, mãe e filha da vereadora que faleceu em 2018. Ambas sentiram os efeitos da carga emocional durante a análise da responsabilidade dos réus apontados como mandantes do crime.

Por volta das 10h, Marinete da Silva apresentou um quadro compatível com pico de pressão arterial e foi prontamente encaminhada a uma sala de apoio para receber os primeiros socorros. Aproximadamente duas horas depois, Luyara Franco também necessitou de suporte, retirando-se do plenário em uma cadeira de rodas para avaliação clínica. Após os procedimentos médicos, o estado de saúde de ambas foi estabilizado. A família, acompanhada pela ministra Anielle Franco, solicitou privacidade à imprensa e pediu que não fossem realizados registros fotográficos durante os momentos de vulnerabilidade.

Acusados julgados pela primeira turma

A Primeira Turma do STF reuniu-se para definir o veredito dos acusados de ordenar o atentado ocorrido no Rio de Janeiro, do qual a assessora Fernanda Chaves sobreviveu. No banco dos réus encontram-se Domingos Brazão, conselheiro do TCE-RJ, Chiquinho Brazão, ex-deputado, o delegado Rivaldo Barbosa e o ex-policial militar Ronald Paulo de Alves. O vice-procurador-geral, Hindemburgo Chateaubriand, já havia pleiteado a condenação dos envolvidos pela ação que tirou a vida da vereadora e de seu motorista, buscando a responsabilização penal dos autores intelectuais.

Durante o período da tarde, a ministra Anielle Franco utilizou suas redes sociais para confirmar a condenação dos réus, ressaltando que a dosimetria da pena de cada envolvido seria divulgada posteriormente. A manifestação pública ocorreu após a confirmação do resultado pelo sistema de justiça, encerrando um ciclo de oito anos de investigações e processos judiciais sobre o episódio que marcou a política nacional e gerou repercussão internacional sobre a segurança de parlamentares e a violência política.

Pronunciamento oficial sobre a condenação

Em sua publicação oficial, Anielle destacou a importância do desfecho para a democracia e a memória das vítimas, enfatizando o longo período de busca por respostas. A ministra escreveu: “Foram 8 anos de luta para saber quem mandou matar Marielle e o porquê. Foram 8 anos na luta por justiça plena. Hoje o sistema de justiça do Brasil honrou a memória de Marielle e Anderson. O Brasil inicia um novo marco histórico contra a violência política de gênero e raça. A impunidade não pode fazer parte da nossa democracia”.

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