Mercado reduz projeção de inflação para 3,91% em 2026 e prevê corte na Selic
Relatório do Banco Central indica sétima queda seguida na expectativa do IPCA e ajusta previsão para o PIB e taxa básica de juros
O mercado financeiro revisou para baixo a estimativa de inflação para 2026 pela sétima semana consecutiva. De acordo com a pesquisa Focus, divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira, 23, as projeções indicam um cenário de desaceleração nos preços. O boletim, que reúne a percepção de especialistas sobre os indicadores econômicos, apontou que a expectativa para a alta do IPCA neste ano passou a ser de 3,91%, frente aos 3,95% registrados na semana anterior, demonstrando um otimismo cauteloso dos analistas em relação ao controle inflacionário no curto prazo.
Para o horizonte de 2027, a estimativa de inflação permanece estável em 3,80%. Vale ressaltar que o centro da meta oficial perseguida pela autoridade monetária é de 3%, existindo um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Dados recentes mostram que a taxa oficial de inflação do país acumulada em 12 meses até janeiro acelerou para 4,44%, ante 4,26% em dezembro, o que mantém o mercado atento às próximas divulgações de índices de preços e suas implicações na política econômica nacional.
Estimativa de crescimento do PIB
A pesquisa semanal, realizada com cerca de uma centena de economistas, também demonstrou uma ligeira alta na perspectiva de crescimento da atividade econômica. A projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 agora é estimada em 1,82%, superando levemente os 1,80% previstos na semana anterior. Para o ano de 2027, a estimativa de expansão da economia brasileira permanece inalterada em 1,80%, sinalizando uma manutenção no ritmo de atividade esperado pelos agentes financeiros para os próximos períodos.
No que tange à política monetária, o mercado passou a projetar uma taxa básica de juros de 12,13% ao final deste ano, abaixo dos 12,25% estimados anteriormente. Para o encerramento de 2027, a previsão segue em 10,50%. A Selic encontra-se atualmente no patamar de 15%, e as apostas indicam que o ciclo de cortes terá início em março, com uma redução de 0,5 ponto percentual. A próxima reunião do Copom está agendada para os dias 17 e 18 de março, momento em que a diretoria do Banco Central definirá os rumos dos juros.
Cotação do dólar e agenda econômica
As projeções para o câmbio também sofreram ajustes no relatório mais recente. A estimativa para a cotação do dólar ficou em R$ 5,45 para o fim de 2026, recuando em relação aos R$ 5,50 da semana anterior, enquanto para o fim de 2027 a previsão se mantém em R$ 5,50. A atenção dos agentes econômicos volta-se agora para a divulgação de novos dados oficiais que poderão influenciar as próximas semanas. Nesta sexta-feira, 27, o IBGE divulga a prévia da inflação de fevereiro, dado crucial para as próximas análises do mercado.Banco Central



