Desemprego despenca no fim de 2025: veja os novos números divulgados pelo IBGE
Dados da Pnad Contínua apontam redução na desocupação e crescimento da renda real do trabalhador na comparação com o ano anterior
O cenário de desemprego no Brasil manteve sua trajetória de queda durante o quarto trimestre de 2025, conforme apontam os dados mais recentes divulgados pelas autoridades estatísticas. A taxa de desocupação foi registrada em 5,1%, apresentando um recuo em comparação aos 5,6% observados no trimestre imediatamente anterior. As informações constam na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), que foi divulgada nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), consolidando o monitoramento do mercado de trabalho no encerramento do ano.
Ao analisar o desempenho em relação ao ano anterior, a melhora nos índices torna-se estatisticamente relevante. O índice atual recuou 1,1 ponto percentual quando comparado ao mesmo período de 2024, época em que a taxa havia chegado a 6,2%. Essa variação negativa na taxa de desocupação sinaliza um aquecimento na absorção de mão de obra e uma tendência de estabilização do mercado de trabalho nacional em patamares inferiores aos registrados nos doze meses antecedentes.
Redução no tempo de procura
O levantamento do IBGE detalha ainda o tempo que os trabalhadores levam para conseguir uma recolocação. O número de pessoas que buscavam emprego há dois anos ou mais caiu para 1,1 milhão, o que representa uma retração de 19,6% em relação ao mesmo período de 2024. Simultaneamente, o contingente daqueles à procura de trabalho há menos de um mês também somou 1,1 milhão, configurando uma redução de 23,1% em comparação com o ano anterior, demonstrando maior agilidade na entrada ou reentrada de profissionais na força de trabalho.
No que tange à formalização das vagas ocupadas, a pesquisa aponta para a manutenção de um percentual expressivo de vínculos formais. Durante o período analisado, 74,4% dos trabalhadores do setor privado estavam empregados com carteira assinada. Este indicador é fundamental para avaliar a qualidade dos postos de trabalho gerados, uma vez que o emprego formal garante acesso a direitos trabalhistas e previdenciários, diferenciando-se das ocupações informais que oferecem menor seguridade ao trabalhador.
Aumento na renda média
Além da taxa de ocupação, o rendimento dos trabalhadores brasileiros apresentou valorização no período. O rendimento médio real de todos os trabalhos atingiu R$ 3.613 no quarto trimestre de 2025. Este valor configura uma alta frente aos R$ 3.527 verificados no trimestre anterior e supera também os R$ 3.440 registrados no quarto trimestre de 2024, evidenciando um ganho real no poder de compra da população ocupada ao longo do último ano.



