Lula recebe convite de Macron para participar da reunião do G7 em junho
Líderes se reuniram em Nova Déli e discutiram parcerias em defesa e saúde; evento do G7 ocorrerá em Évian entre 15 e 17 de junho
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu um convite oficial do presidente francês, Emmanuel Macron, para comparecer à próxima Cúpula do G7. A solicitação foi formalizada durante uma reunião bilateral realizada nesta quinta-feira (19/2) em Nova Déli, na Índia. O evento, que reúne as principais economias do mundo, está agendado para ocorrer na comuna de Évian, na França, entre os dias 15 e 17 de junho. Embora o Brasil não integre o quadro permanente de membros do grupo, o país mantém um histórico de participações frequentes como nação convidada em edições anteriores das reuniões de cúpula.
O Grupo dos Sete é constituído por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, contando ainda com a representação da União Europeia. A presença dos chefes de Estado de todos os países-membros é aguardada para a conferência em território francês. A inclusão do Brasil na lista de convidados reforça a diplomacia brasileira junto às potências globais, lembrando que, no ano anterior, o chefe do Executivo brasileiro esteve presente no encontro de líderes sediado no Canadá, mantendo a regularidade nos diálogos de alto nível com os integrantes do bloco econômico.
Cooperação em defesa e tecnologia
O encontro entre os mandatários aconteceu à margem da Cúpula de Impacto da Inteligência Artificial, evento sediado na capital indiana. Durante as conversas, Lula e Macron debateram o fortalecimento de investimentos no setor de defesa, com destaque para a produção de helicópteros pela empresa brasileira Embraer. A pauta de segurança incluiu também o andamento da parceria estratégica envolvendo submarinos, na qual a França realiza a transferência de tecnologia para a fabricação dos equipamentos, excetuando-se a propulsão nuclear devido a restrições impostas por acordos internacionais vigentes.
Além das questões militares e tecnológicas, os presidentes dialogaram sobre oportunidades de cooperação na indústria da saúde, visando ampliar as relações bilaterais neste segmento estratégico. A reunião serviu para alinhar interesses comuns e reforçar os laços diplomáticos entre Brasília e Paris, aproveitando a agenda internacional na Ásia para tratar de temas de relevância direta para o desenvolvimento industrial de ambas as nações. O encontro bilateral permitiu avançar em tópicos que vão além do escopo do evento de inteligência artificial que os reuniu inicialmente na Índia.
Ausência do tema Mercosul
Um aspecto específico da conversa foi a decisão de não abordar o tratado comercial entre os blocos econômicos regionais. Segundo informações repassadas por interlocutores do Palácio do Planalto, “o acordo entre Mercosul e União Europeia não foi discutido” durante esta agenda. A avaliação dos auxiliares presidenciais é de que o tratado já é considerado um “tema superado”, uma vez que tanto o Brasil quanto a França já estabeleceram e deixaram claras as suas respectivas posições sobre as negociações, não havendo necessidade de retomar o assunto neste momento específico das relações diplomáticas.


