Economia & Negócios

Gasolina ou etanol? Veja onde o preço do combustível disparou nesta semana

Levantamento da ANP aponta alta expressiva no Distrito Federal e recuo em São Paulo; confira os valores médios e extremos nas bombas

O etanol continua apresentando menor competitividade em relação à gasolina em todas as unidades federativas do Brasil. A conclusão baseia-se no mais recente levantamento de preços realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), referente à semana encerrada no último sábado, dia 14. De acordo com os dados apurados, a média nacional de paridade entre o biocombustível e o derivado de petróleo atingiu a marca de 73,81%, patamar que economicamente costuma desfavorecer a escolha pelo álcool na hora de abastecer os veículos flex.

Tradicionalmente, o cálculo de vantagem econômica sugere o uso do derivado da cana-de-açúcar apenas quando seu valor for inferior a 70% do preço da gasolina. No entanto, análises técnicas indicam que essa regra não é absoluta para todos os automóveis, variando conforme a eficiência energética de cada modelo. Conforme destacado no relatório, “especialistas do setor lembram, porém, que o etanol pode ser vantajoso em alguns veículos mesmo com paridade acima de 70%, dependendo do consumo e do tipo de motor”. Portanto, o rendimento específico de cada carro é um fator determinante para a economia final do motorista.

Variação de preços nos estados

A pesquisa da ANP identificou que os valores médios do etanol registraram alta em 12 estados e no Distrito Federal durante o período analisado. Em contrapartida, houve redução em nove unidades da federação e estabilidade em outras quatro, sendo que o estado do Amapá não teve medição registrada nesta semana. No cenário nacional, o preço médio do litro avançou 0,22%, subindo de R$ 4,64 para R$ 4,65. Essa oscilação reflete a dinâmica de mercado e os custos logísticos que impactam o valor final cobrado ao consumidor.

Entre as variações regionais mais significativas, o Distrito Federal apresentou o maior aumento percentual, com um salto de 10,15%, elevando o custo de R$ 4,63 para R$ 5,10 por litro. Na outra ponta, Alagoas registrou a queda mais expressiva, de 1,65%, com o valor recuando de R$ 4,86 para R$ 4,78. Já em São Paulo, estado que lidera tanto a produção quanto o consumo do biocombustível no país, houve um leve recuo de 0,22%, alterando o preço médio de R$ 4,47 para R$ 4,46.

Valores extremos nas bombas

A análise detalhada dos postos de combustíveis revela uma grande disparidade nos preços praticados entre as diferentes regiões brasileiras. O litro mais barato encontrado no país custava R$ 3,86 em um estabelecimento de São Paulo, enquanto o valor mais alto chegou a R$ 6,83 no Rio Grande do Sul. Ao considerar as médias estaduais, o Mato Grosso do Sul ofereceu o menor custo, com R$ 4,25, e Rondônia apresentou a média mais elevada, atingindo R$ 5,50 por litro, evidenciando as diferenças tributárias e de distribuição no território nacional.

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