Suspeito de crime contra estudante em Minas Gerais é preso pela polícia
Ítalo Jefferson da Silva foi localizado em um trem na cidade de Carmo do Cajuru após expedição de mandado judicial pelo Tribunal de Justiça
A Polícia Militar efetuou a prisão de Ítalo Jefferson da Silva, de 43 anos, na tarde de quinta-feira, no município de Carmo do Cajuru, em Minas Gerais. A detenção ocorreu enquanto o indivíduo se deslocava utilizando um trem na região. Ele é apontado pelas autoridades como o principal suspeito de violentar e tirar a vida de Vanessa Lara de Oliveira, uma estudante de psicologia de 23 anos. O corpo da jovem foi localizado em uma área de vegetação densa na cidade de Juatuba. A ação policial foi possível graças ao trabalho de rastreamento que culminou na localização do homem, que foi imediatamente detido pelos agentes de segurança pública e retirado de circulação.
A captura foi realizada em cumprimento a um mandado de prisão expedido pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), os militares realizaram o flagrante no local da abordagem e, na sequência, conduziram o investigado para a delegacia de Divinópolis para os procedimentos legais cabíveis. Antes do episódio que vitimou a universitária, o homem cumpria pena em regime semiaberto domiciliar, mas teve sua situação agravada após o surgimento das novas evidências que o ligam ao crime contra a estudante e a consequente expedição da ordem judicial.
Antecedentes criminais e regressão de pena
Diante dos fatos recentes e da condição de foragido, o Tribunal de Justiça determinou a regressão cautelar do regime de cumprimento de pena de Ítalo. O histórico do detido inclui acusações por diversos delitos graves, como tráfico de substâncias ilícitas, furto, roubo e violência sexual. As condenações anteriores somam um total de 38 anos, 10 meses e 29 dias de reclusão. Embora já tenha cumprido pouco mais de 23 anos desse total, ele agora deverá responder pelo homicídio ocorrido em território mineiro, o que poderá acrescer significativamente o tempo de encarceramento caso seja condenado pelo tribunal do júri competente.
O caso teve início quando a jovem foi encontrada sem vida e despida na terça-feira, em Juatuba. Vanessa cursava o 7º período de psicologia. A descoberta do corpo foi auxiliada por dois moradores locais que decidiram refazer os últimos passos da estudante. Utilizando imagens de câmeras de segurança que registraram o trajeto final da vítima, a dupla chegou até uma área de mata. Ao adentrar o matagal, um dos moradores localizou inicialmente uma calça jeans suja de barro e, prosseguindo nas buscas, encontrou Vanessa, que já estava sem sinais vitais e com o corpo nu, confirmando o trágico desfecho do desaparecimento.
Detalhes da investigação e relato familiar
As investigações avançaram após a Polícia Militar receber denúncias que vinculavam Ítalo ao ocorrido. Conforme relatado pela corporação, a própria mãe do suspeito informou que, na data em que a estudante desapareceu, o filho retornou para a residência com o corpo coberto de barro, apresentando arranhões visíveis e com as vestimentas manchadas de sangue. Ao ser questionado sobre o estado em que se encontrava, o homem alegou que havia consumido entorpecentes na companhia de uma usuária e que, após o uso da substância, ambos teriam se envolvido em uma luta corporal, justificativa usada para explicar as marcas e o sangue em suas roupas.



