Popularidade de Trump cai e desaprovação atinge 62% em nova sondagem
Estudo realizado pela Associated Press e Universidade de Chicago mostra oscilação negativa na avaliação do republicano em comparação a janeiro
Um novo levantamento de opinião pública, conduzido em parceria pela Associated Press e pelo grupo Norc, vinculado à Universidade de Chicago, revela que a desaprovação ao desempenho de Donald Trump na presidência dos Estados Unidos alcançou o patamar de 62%. Os dados, divulgados nesta quinta-feira, dia 12 de fevereiro de 2026, indicam um cenário de queda na popularidade do republicano, visto que apenas 36% dos eleitores norte-americanos declararam aprovar a sua gestão atual. A pesquisa reflete o clima político no país e apresenta uma oscilação desfavorável ao mandatário quando comparada aos índices registrados no mês anterior.
A coleta de dados para esta sondagem foi realizada entre os dias 5 e 8 de fevereiro, baseando-se em entrevistas conduzidas tanto por meios online quanto por telefone, abrangendo um total de 1.156 participantes. A margem de erro estipulada para o estudo é de 3,9 pontos percentuais para mais ou para menos. Ao analisar a evolução dos números em relação à rodada anterior da pesquisa, efetuada entre 8 e 11 de janeiro, nota-se uma mudança no quadro de avaliação: naquele período, 59% dos entrevistados desaprovavam o trabalho de Trump, enquanto 40% manifestavam aprovação, o que demonstra um recuo de quatro pontos percentuais no apoio ao presidente em um intervalo de trinta dias.
Percepção sobre uso de forças federais e imigração
Além da avaliação geral do governo, o estudo aprofundou-se em questões específicas sobre a conduta do presidente, revelando que 62% dos norte-americanos consideram que Trump excedeu os limites ao enviar agentes federais de imigração para atuar em determinadas cidades. A percepção de excesso de poder também se reflete na gestão da ordem pública, com 61% dos entrevistados afirmando que o presidente extrapolou suas atribuições ao ordenar a intervenção de forças policiais federais contra manifestações. Esses números sugerem um descontentamento significativo de parte da população com as táticas empregadas pela Casa Branca para lidar com questões de segurança interna e controle de fronteiras.
O cenário político norte-americano tem sido impactado recentemente pela atuação do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), cujas operações geraram repercussão nacional. A conduta dos agentes federais passou a ser alvo de maior escrutínio público, especialmente após os falecimentos dos civis Renee Good e Alex Pretti, ocorridos em janeiro. Esses episódios intensificaram o debate sobre os métodos utilizados pelas forças de segurança e contribuíram para o aumento das críticas direcionadas à administração federal, refletindo-se diretamente nos índices de desaprovação captados pela pesquisa da Associated Press e do grupo Norc.
Argumentos do governo e críticas da oposição
Diante das controvérsias, a administração federal sustenta que o objetivo primordial dessas operações é a localização e detenção de imigrantes em situação irregular, com foco naqueles que tenham cometido outros tipos de delitos além da infração migratória. Por outro lado, membros do Partido Democrata e organizações voltadas à defesa dos direitos dos migrantes contestam essa justificativa, argumentando que as ações têm sido excessivamente indiscriminadas. Segundo esses críticos, a abrangência das operações resultou inclusive na detenção de indivíduos que possuem nacionalidade americana, o que levanta questionamentos sobre a precisão e a legalidade dos procedimentos adotados pelas agências federais sob o comando de Trump.



