Dívida de Edilson supera o triplo do prêmio do BBB 26; veja o valor
Valor devido pelo ex-atleta soma R$ 13,2 milhões e prêmios no reality podem ser penhorados pela Justiça
O participante do Big Brother Brasil 26 e ex-jogador de futebol, Edilson, conhecido como Capetinha, enfrenta um passivo judicial que totaliza R$ 13,2 milhões. O montante refere-se a uma comissão que agrupa dez processos trabalhistas em trâmite na Justiça, conforme confirmado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT5) e pela equipe que administra a carreira do ex-atleta. Do total devido, R$ 11,4 milhões correspondem às cobranças principais das ações remanescentes, enquanto R$ 1,8 milhão refere-se aos tributos incidentes sobre a operação. O valor atual da dívida supera consideravelmente a premiação inicial estipulada para o reality show, que é de R$ 5,4 milhões, exigindo mais que o triplo desse montante para a quitação integral.
As ações judiciais foram originadas inicialmente contra quatro empresas ligadas a Edilson, incluindo a Ed Dez Promoções e Produções Artísticas e o bloco carnavalesco Broder, que participou do Carnaval de Salvador em 2025. Durante o andamento das investigações, outras seis empresas registradas em nome do ex-jogador foram identificadas e incluídas no processo. Como as pessoas jurídicas não apresentaram patrimônio ou valores suficientes para saldar os débitos, o Poder Judiciário optou pela desconsideração da personalidade jurídica. Com essa medida, a responsabilidade pelo pagamento recaiu sobre as pessoas físicas, direcionando as execuções para o nome de Edilson e de seu sócio, Gleidson Falk Santiago Ferreira.
Estratégia da defesa e penhora
Em resposta à situação financeira, a representação jurídica do participante do BBB 26 alegou que o ex-atleta passou por um “cenário de má gestão e má administração”. A equipe informou, em nota, que buscou contato com os reclamantes antes do confinamento no programa para estabelecer um “plano de pagamento” estruturado sobre eventuais contratos publicitários futuros. No entanto, existe a possibilidade legal de que as premiações obtidas por Edilson durante o reality show sejam alvo de constrição judicial. O procedimento, conhecido como Regime de Execução e Expropriação Forçada (REEF), permite que a Justiça retenha bens do devedor de forma automática para garantir o cumprimento das obrigações.
O histórico das pendências trabalhistas remonta a uma comissão de advogados constituída em 2016, que reunia originalmente 32 reclamantes e 28 processos distintos contra os empreendimentos do ex-jogador. Ao longo dos anos, parte das obrigações foi liquidada através de pagamentos diretos e penhoras de patrimônio. Até o momento, 18 ações foram totalmente quitadas, movimentando um montante de R$ 56 milhões. A unificação dos processos restantes visa organizar a execução dos valores pendentes devidos aos trabalhadores que acionaram a Justiça contra os empreendimentos geridos pelo ex-jogador.
Bloqueio de bens familiares
A dificuldade recorrente em localizar bens registrados diretamente em nome de Edilson levou o Judiciário a estender a busca por ativos a membros de sua família. Antes das quitações parciais, Ivana Solon, ex-esposa, e Matheus Solon, filho do ex-atleta, chegaram a ser citados como devedores nos autos oficiais. Diante da ausência de patrimônio do devedor principal, a Justiça direcionou cobranças a parentes próximos. Registros disponibilizados pelo TRT5 indicam que, em diferentes oportunidades, foram penhorados bens de Maria de Lourdes da Silva Ferreira, mãe de Edilson, como forma de garantir o pagamento das dívidas trabalhistas.



