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Decisão sobre herança de tio de Suzane von Richthofen gera reação da família

Advogadas de Silvia Magnani apontam riscos ao patrimônio e criticam decisão judicial tomada antes do prazo para comprovação de união estável

A recente determinação judicial que nomeou Suzane von Richthofen como inventariante do espólio de seu tio, Miguel Abdalla Netto, provocou uma contestação formal por parte de familiares. Na última quinta-feira, dia 5 de fevereiro, a Justiça atribuiu à ex-detenta a responsabilidade legal pela administração dos bens deixados pelo médico, que faleceu recentemente. A decisão gerou surpresa imediata na defesa de Silvia Magnani, prima de Suzane, que mantinha um relacionamento com Miguel. As advogadas de Silvia argumentam que a sentença foi proferida de maneira prematura, desconsiderando prazos processuais ainda em vigência que poderiam alterar o curso da sucessão patrimonial.

O ponto central da discordância reside no fato de que o prazo legal para a apresentação de documentos que comprovem a união estável entre Silvia Magnani e Miguel Abdalla Netto ainda não havia se encerrado. Segundo a representação jurídica, essa etapa, que se estende até a próxima terça-feira, dia 10 de fevereiro, é crucial para definir a legitimidade sobre a herança. A antecipação da nomeação de Suzane, antes da análise completa dessas provas, foi classificada como um movimento que ignora o devido processo legal. Diante desse cenário, a defesa confirmou que irá questionar a medida judicialmente, buscando reverter a nomeação e garantir que todos os trâmites sejam respeitados.

Riscos ao patrimônio e investigações

Além das questões de prazo, a defesa levantou preocupações sobre a segurança dos bens, citando episódios recentes que envolvem o acesso não autorizado ao patrimônio. As advogadas ressaltaram que a nova função não apaga infrações anteriores supostamente cometidas. Em nota oficial, as representantes explicaram: “É fundamental esclarecer que a nomeação como inventariante não legitima atos anteriormente praticados sem autorização judicial, nem afasta a necessidade de investigação de condutas irregulares ou ilegais como a retirada do veículo pertencente ao espólio, a violação do imóvel e o furto de bens que estavam na casa”. A declaração refere-se a acusações de que itens teriam sido retirados da residência do médico sem o devido consentimento.

A trajetória pessoal de Suzane também foi utilizada como argumento para solicitar a revisão da decisão. A defesa sustenta que o passado da nomeada representa um risco para a gestão transparente dos ativos deixados pelo médico. Sobre esse aspecto, a nota enviada à imprensa detalhou: “A equipe jurídica de Silvia Magnani manifesta preocupação com o alto risco da decisão, diante do histórico penal da nomeada e da natureza da função do inventariante. Isso compromete a administração isenta, responsável e segura do patrimônio de Miguel”. O objetivo da contestação é assegurar que o legado financeiro seja administrado de forma idônea, protegendo os interesses do espólio.

Contexto familiar e recursos

Por fim, o comunicado das advogadas trouxe à tona uma ironia histórica envolvendo as relações familiares e judiciais. Foi recordado que o próprio Miguel Abdalla Netto atuou decisivamente no passado para impedir que a sobrinha tivesse acesso aos bens de seus pais. A defesa destacou: “Cabe lembrar que foi o próprio Miguel quem obteve decisão judicial que reconheceu a indignidade de Suzane von Richthofen para a herança dos pais dela, o que reforça a sensibilidade do caso”. Com base nesses argumentos, a equipe de Silvia Magnani reiterou que recorrerá da decisão para preservar a honra da família e garantir a legalidade na sucessão dos bens.

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