Luís Miranda revela motivo de volta à TV e detalha novo personagem
Ator interpreta professor Asdrúbal na nova novela da Globo e analisa importância da comédia como ferramenta de crítica social e alívio
Luís Miranda integra o elenco de “Êta Mundo Melhor!”, nova aposta da teledramaturgia da Globo para a faixa das seis. A produção investe em uma narrativa leve para abordar questões complexas, marcando o retorno do artista ao formato de novelas. Na trama, ele dá vida ao professor Asdrúbal, um papel que exigiu preparação específica devido ao contexto histórico da obra. Em entrevista recente, o ator explicou que a complexidade técnica e criativa do projeto foi determinante para sua participação, destacando que a oportunidade de explorar novas nuances na atuação foi um fator decisivo para aceitar o trabalho na emissora.
A construção do personagem envolveu a adaptação aos costumes e à linguagem característicos de uma novela de época. Miranda ressalta que esse tipo de produção demanda uma postura diferenciada, algo que o motivou profissionalmente. Sobre o que busca em seus trabalhos, ele declarou: “Eu acho que o que atrai qualquer ator para um personagem é, primeiro, desafio. Acho que o Asdrúbal tem um desafio”. A versatilidade do papel também foi um ponto alto mencionado pelo artista durante a conversa. “Além de se tratar de novela de época, que eu acho que tem outro tipo de linguagem, outro tipo de comportamento, o Asdrúbal é um professor que tem uma faceta de multiplicidade. É uma coisa que sempre me interessou muito”, completou.
O papel do humor na sociedade
Além das questões técnicas, o ator reflete sobre a função do entretenimento no atual cenário social. Para ele, o público procura obras que proporcionem um respiro diante das adversidades cotidianas, valorizando a comédia como um mecanismo de alívio. “A gente está vivendo um mundo muito difícil, com muitas provações. As pessoas estão muito sem paciência. Então o humor salva mesmo, ajuda a tirar o estresse do dia a dia”, avaliou. A combinação entre temas delicados e uma abordagem bem-humorada é vista como essencial para o sucesso da narrativa. Miranda pontua que o excesso de realidade pode ser exaustivo: “A gente cansa também de ver só coisa realista. Precisa de um bom humor para aguentar o dia a dia”.
A dimensão política da comédia também foi abordada pelo intérprete de Asdrúbal. Ele defende que o riso serve como instrumento de análise crítica, citando grandes nomes da história do humor como referências de engajamento social. “Quando a gente fala de Chaplin, de Chico Anysio, são ligados à crítica social. O humor é uma ferramenta incrível de reflexão e de análise de mundo”, afirmou. No entanto, o artista enfatiza a necessidade de equilíbrio na abordagem dos temas, garantindo que a mensagem seja transmitida sem ofensas. Para ele, a comédia deve manter um compromisso ético e consciente: “O humor tem que ser delicado, politizado, mas respeitoso”.
Inspirações e parcerias no elenco
Para compor o perfil do educador na ficção, Luís Miranda recorreu a memórias pessoais e figuras que marcaram sua trajetória. “Eu busco fontes de inspiração. Professores meus, pessoas que eu conheci”, revelou, acrescentando que tais figuras o influenciaram pela capacidade de promover reflexão. Outro fator relevante para sua entrada no projeto foi a equipe envolvida, incluindo nomes como Evelyn Castro e Tony Tornado. “O convite carinhoso que eu tive da direção e o elenco que é extraordinário, cheio de amigos com quem eu já trabalhei e tenho maior amor”, disse. Ele finaliza destacando a importância das parcerias: “Você acaba aceitando um convite dependendo da novela. E também é importante saber com quem você vai trabalhar”.



