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Lula oficializa apoio à candidatura de Michelle Bachelet ao comando da ONU

Ex-presidente do Chile pode se tornar a primeira mulher a liderar as Nações Unidas com suporte das maiores economias latinas

O governo brasileiro formalizou o apoio à candidatura da ex-presidente chilena Michelle Bachelet para o posto de secretária-geral das Nações Unidas. A iniciativa foi confirmada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ocorre em articulação conjunta com o México e o Chile. A oficialização da indicação aconteceu em Nova York nesta segunda-feira, dia 2, marcando um movimento diplomático significativo das maiores nações da América Latina para emplacar uma liderança regional no topo da organização internacional.

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Gabriel Boric, atual presidente do Chile, comunicou a decisão por meio de um pronunciamento televisionado, ressaltando a união entre os países envolvidos no pleito. Caso a campanha obtenha êxito, a política de 74 anos se tornará a primeira mulher a ocupar a função máxima da entidade em toda a sua existência. A movimentação atende a um desejo da diplomacia brasileira de ver uma representante feminina e latino-americana à frente da instituição global, reforçando a presença do continente nas decisões geopolíticas.

Liderança feminina na ONU

Em manifestação pública na rede social X, Lula enfatizou a importância histórica do momento. “É com muita honra que o Brasil apoia a candidatura de Michelle Bachelet a secretária-geral da ONU. Em oito décadas de história, é hora da organização finalmente ser comandada por uma mulher”, declarou o mandatário. Ele acrescentou que a carreira da chilena é “marcada pelo pioneirismo” e destacou sua atuação prévia: “No sistema das Nações Unidas, teve papel decisivo na criação e consolidação da ONU Mulheres, como sua primeira diretora-executiva, dando escala institucional à agenda da igualdade. Como alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, trabalhou para proteger os mais vulneráveis, avançar no reconhecimento do direito humano a um meio ambiente limpo, saudável e sustentável, e dar voz a quem mais precisa ser ouvido”.

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Durante a cerimônia em Santiago, que contou com a presença de embaixadores brasileiros e mexicanos, Gabriel Boric agradeceu a parceria estratégica. “Nesta nomeação, não estamos sozinhos. A candidatura que foi inscrita na ONU é apresentada em conjunto com os países irmãos Brasil e México, as duas nações mais povoadas da América Latina”, afirmou o líder chileno. Ele complementou o discurso reforçando o objetivo regional: “Essa candidatura expressa uma esperança compartilhada de que a América Latina e o Caribe façam sua voz ser ouvida na construção de soluções coletivas para os tremendos desafios de nosso tempo”.

Experiência no multilateralismo

A escolha de Bachelet baseia-se em sua vasta experiência na administração pública e na diplomacia internacional. Lula afirmou que sua “experiência, liderança e compromisso com o multilateralismo” a qualificam para “conduzir a ONU, em um contexto internacional marcado por conflitos, desigualdades e retrocessos democráticos”. Figura central do Partido Socialista, ela governou o Chile em dois períodos, entre 2006 e 2010 e de 2014 a 2018, além de ter sido a primeira mulher a comandar os ministérios da Defesa e da Saúde em seu país e atuar como Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos até 2022.

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