Conservadora Laura Fernández é eleita presidente da Costa Rica com 48% dos votos
Candidata do Partido Soberano do Povo superou Álvaro Ramos e prometeu manter foco na segurança pública e combate ao crime
A conservadora Laura Fernández, representante do Partido Soberano do Povo, garantiu a vitória nas eleições presidenciais da Costa Rica realizadas neste domingo. O triunfo ocorreu ainda no primeiro turno, superando o adversário Álvaro Ramos, do Partido da Libertação Nacional (PLN), com uma margem significativa de votos. A futura mandatária, que assumirá o cargo oficialmente em 8 de maio, torna-se a segunda mulher na história a comandar o Executivo do país centro-americano, consolidando a continuidade do espectro político conservador na região.
Com formação acadêmica em ciência política e especialização em governança democrática e políticas públicas, Fernández integrou o gabinete do atual governo de Rodrigo Chaves. Durante sua trajetória na administração pública, atuou como ministra do Planejamento e também comandou a pasta da Previdência. Na corrida eleitoral, a candidata posicionou-se como a sucessora política natural de Chaves, comprometendo-se a dar continuidade às diretrizes administrativas e projetos implementados pela gestão vigente.
Propostas de segurança e modelo salvadorenho
A pauta da segurança pública e o enfrentamento ao narcotráfico dominaram a campanha da presidente eleita, refletindo uma preocupação central do eleitorado. Entre as medidas anunciadas, está a intenção de decretar estado de emergência em regiões afetadas por conflitos. A estratégia baseia-se no modelo adotado em El Salvador pelo presidente Nayib Bukele, que parabenizou Fernández por telefone. Embora a política salvadorenha de repressão ao crime sirva de referência para diversos líderes regionais, ela enfrenta observações de entidades internacionais devido a denúncias de detenções arbitrárias e falecimentos sob custódia estatal.
A apuração oficial, com 94% das urnas contabilizadas, confirmou a vitória de Fernández com 48,3% da preferência do eleitorado. O segundo colocado, o social-democrata Álvaro Ramos, alcançou 33,3% dos votos válidos, número insuficiente para forçar um segundo turno. A condução do processo democrático foi elogiada pelas autoridades locais, sendo que a presidente do Tribunal Supremo Eleitoral, Eugenia Zamora, classificou o pleito como tendo características “exemplares, livres e autênticas”, validando a transparência e a legitimidade da votação.
Declarações do opositor e transição
Diante do resultado irreversível, Álvaro Ramos reconheceu a derrota e sinalizou uma postura de colaboração crítica no parlamento. O candidato do PLN prometeu uma “oposição construtiva” durante o próximo mandato, visando a estabilidade política do país. Em declaração após a divulgação dos números, Ramos dirigiu-se à vencedora afirmando: “Que Deus lhe dê sabedoria. Nós a apoiaremos quando suas decisões forem para o bem da Costa Rica”. A transição de governo deve iniciar-se nas próximas semanas, preparando o cenário para a posse em maio.



