Reviravolta no caso Orelha: polícia confirma inocência de adolescente após provas
Análise técnica comprovou que o jovem não estava no local do crime; outros três menores continuam sob investigação por violência contra animais
A Polícia Civil de Santa Catarina confirmou a inocência de um dos adolescentes que havia tido sua imagem divulgada como suspeito no caso de violência contra o cão comunitário Orelha. O episódio, ocorrido na Praia Brava, mobilizou as forças de segurança e gerou repercussão. Após uma análise detalhada das evidências, as autoridades concluíram que o jovem não estava presente no local do crime, descartando oficialmente sua participação direta nos atos que vitimaram o animal.
A defesa e os familiares do adolescente apresentaram provas documentais que atestaram que ele se encontrava em outra região no momento exato do ocorrido. A perícia técnica realizada nas imagens registradas no local também corroborou essa versão, demonstrando que o rapaz não aparece nas gravações analisadas pela corporação. Com a confirmação dos fatos, a situação legal do jovem no inquérito foi alterada: ele deixou de ser tratado como suspeito e passou a ser considerado apenas testemunha no processo.
Investigação mantém foco em outros três adolescentes
O inquérito segue em andamento sob a condução da Delegacia de Proteção Animal e da Delegacia Especializada no Atendimento a Adolescentes em Conflito com a Lei (Deacle). As diligências agora se concentram exclusivamente na atuação de outros três menores de idade, apontados como os responsáveis pelas agressões. O grupo é investigado por torturar o cão Orelha, que devido à gravidade dos ferimentos precisou passar por eutanásia, e por tentar afogar um segundo cão, chamado Caramelo, que conseguiu escapar da ação.
As autoridades trabalham intensamente para individualizar as condutas de cada um dos três jovens que permanecem sob investigação por atos infracionais análogos a maus-tratos. A etapa atual busca esclarecer com precisão qual foi a ação específica de cada integrante do grupo durante o episódio de violência. Essa distinção técnica é fundamental para o processo legal, visando atribuir as responsabilidades de forma correta em relação aos danos causados aos animais na localidade.
Conclusão do inquérito será enviada à justiça
Segundo informações do delegado Ulisses Gabriel, o objetivo principal da corporação é apurar detalhadamente a responsabilidade de cada envolvido antes de encerrar a fase policial. A Polícia Civil pretende reunir todos os elementos probatórios necessários para fundamentar o relatório final que será encaminhado ao Poder Judiciário para as devidas providências. O caso continua sendo tratado com rigor pelas delegacias especializadas, dada a complexidade da investigação sobre o falecimento do animal.



