Mundo

Saída de chefe da imigração nos EUA gera polêmica após morte de enfermeiro

Decisão ocorre após agente federal tirar a vida de Alex Pretti; Casa Branca nega afastamento e mantém apoio a Bovino durante investigações.

Gregory Bovino, comandante da Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos responsável pelas operações federais em Minneapolis, deixará o cargo de liderança na região para assumir novas funções. A mudança na estrutura de comando foi confirmada após a morte do enfermeiro Alex Pretti, de 37 anos, que faleceu ao ser atingido por disparos efetuados por um agente federal durante uma ação na cidade. Segundo informações divulgadas pela imprensa norte-americana e confirmadas por agências internacionais nesta segunda-feira, a realocação do oficial ocorre em meio a intensos questionamentos sobre a conduta das forças de segurança e a necessidade de revisão nos protocolos de abordagem.

O incidente que vitimou Pretti aconteceu há cerca de duas semanas durante uma operação de imigração. Após o ocorrido, a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, declarou que o profissional de saúde representava um risco iminente aos agentes envolvidos na ação. Essa versão foi corroborada por Bovino, que alegou, sem apresentar evidências materiais imediatas, que a vítima planejava um ato de violência em massa contra os policiais. A decisão de retirar o comandante do posto atual em Minneapolis teria sido motivada pela repercussão negativa dessas declarações e pelo desfecho letal da abordagem, que gerou protestos na comunidade local.

Divergências sobre a realocação

Relatórios indicam que parte do contingente federal enviado para a cidade deve iniciar a desmobilização e deixar a região a partir desta terça-feira. Enquanto fontes sugerem que Bovino pode retornar à Califórnia, onde atuava anteriormente e estaria próximo da aposentadoria, a administração federal apresenta outra narrativa sobre o futuro do oficial. A Casa Branca nega que ele tenha sido afastado de suas funções essenciais e sustenta que o agente permanece como uma “peça fundamental” da equipe do ex-presidente Donald Trump, mantendo sua relevância dentro da estrutura de segurança nacional apesar da mudança geográfica.

O Departamento de Segurança Interna mantém a posição oficial de que o enfermeiro portava armamento e teria sacado o objeto, o que justificaria a reação letal dos oficiais durante o cumprimento do dever. No entanto, essa narrativa enfrenta contestações baseadas em análises técnicas independentes. Uma verificação de vídeo realizada pelo jornal *The New York Times* não encontrou indícios visuais de que Pretti tenha sacado qualquer armamento ou de que os agentes tivessem conhecimento prévio de que ele estava armado no momento dos disparos, gerando divergências significativas sobre a dinâmica exata do confronto.

Posicionamento dos governantes

Autoridades estaduais e municipais manifestaram críticas severas à condução das operações federais na localidade e à postura dos órgãos de imigração. O governador de Minnesota, Tim Walz, classificou as imagens do episódio como “revoltantes” e declarou publicamente que o estado não possui confiança no governo federal para liderar a investigação do caso com a devida isenção. Em consonância com a preocupação estadual, o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, questionou a continuidade dessas ações e indagou quantas pessoas ainda precisarão perder a vida para que as operações federais de imigração na cidade sejam encerradas definitivamente.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo