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Trump envia armada ao Oriente Médio e faz alerta severo ao governo do Irã

Presidente americano confirma deslocamento de navios e monitora repressão a protestos que já deixaram milhares de vítimas na região

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comunicou nesta quinta-feira, 22, o deslocamento de uma frota naval americana em direção ao Oriente Médio. A medida ocorre em um cenário de instabilidade no Irã, onde manifestações contra o governo, impulsionadas pela inflação e pelo aumento do custo de vida, enfrentam forte repressão. Organizações humanitárias estimam que o número de vítimas fatais no conflito já ultrapasse a marca de 5 mil pessoas, incluindo manifestantes e agentes estatais, embora o bloqueio de informações dificulte a precisão dos dados.

Durante declaração a bordo do Air Force One, após participar do Fórum Econômico Mundial em Davos, o líder norte-americano detalhou a movimentação militar. A expectativa é que o porta-aviões USS Abraham Lincoln e diversos destróieres de mísseis guiados cheguem à região nos próximos dias, somando-se a novos sistemas de defesa aérea para proteção de bases aliadas. Sobre a estratégia adotada, Trump afirmou: “Temos muitos navios indo naquela direção, por precaução. Eu preferiria que nada acontecesse, mas estamos monitorando a situação de perto… temos uma frota… rumando naquela direção, e talvez não precisemos usá-la”.

Mobilização de forças navais e aéreas

Além da mobilização dos Estados Unidos, o Reino Unido também enviará caças Eurofighter Typhoon para o Catar, atendendo a uma solicitação de Doha. Na semana anterior, o presidente republicano havia sinalizado que o auxílio estava a caminho, mencionando informações de que o ato de violência em massa no país estaria diminuindo. Trump reiterou que Washington exerce pressão sobre Teerã para evitar execuções, relatando um aviso direto dado às autoridades iranianas sobre as consequências caso prosseguissem com medidas letais contra opositores detidos.

O mandatário relatou ter emitido um alerta severo ao governo iraniano sobre a possibilidade de enforcamentos. Segundo ele, a advertência surtiu efeito imediato, resultando no cancelamento das execuções planejadas pelas autoridades locais. Em suas palavras: “Eu disse a eles: ‘Se enforcarem essas pessoas, vocês serão atingidos de forma mais dura do que jamais foram. Isso fará com que aquilo que fizemos ao programa nuclear de vocês pareça insignificante’”. Ele completou o raciocínio dizendo que “Uma hora antes de aquela coisa horrível acontecer, eles cancelaram”.

Dados sobre o conflito no Irã

Embora o Irã tenha anunciado o fim dos protestos na quarta-feira, 21, o país permanece sob bloqueio de internet, dificultando a verificação independente dos fatos e relatos de truculência. A Human Rights Activists News Agency (HRANA), sediada nos EUA, divulgou dados indicando que, desde o início dos atos em 28 de dezembro, 5.002 pessoas faleceram. O levantamento aponta que, desse total, 4.716 eram manifestantes e 203 ligados ao governo, além de civis e crianças. Mais de 26 mil detenções foram registradas pelas organizações de monitoramento no período.

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