A nova profissão de Regininha Poltergeist nas ruas do Rio de Janeiro
Aos 55 anos, artista utiliza redes sociais para promover venda de salgados artesanais na Zona Norte carioca após enfrentar dificuldades financeiras
Regininha Poltergeist, figura conhecida da mídia durante a década de 1990, iniciou uma nova etapa em sua vida profissional longe da televisão e dos palcos. Aos 55 anos, a ex-atriz passou a comercializar empadas artesanais nas ruas do bairro do Méier, localizado na Zona Norte do Rio de Janeiro. A produção dos alimentos é feita pela própria artista, que aposta em sabores tradicionais como frango e camarão para atrair a clientela local. A iniciativa marca um momento de reinvenção laboral, utilizando sua imagem pública para impulsionar as vendas diretas aos consumidores que circulam pela região diariamente.
Para expandir o alcance do negócio, Regininha tem recorrido às plataformas digitais como ferramenta de divulgação. Em publicações recentes, ela convida seguidores e moradores da área para provarem os produtos, destacando a qualidade dos ingredientes utilizados na confecção dos salgados. Em um vídeo compartilhado no Instagram, ela enfatizou o diferencial de sua produção caseira: “São empadas fresquinhas, venham experimentar ou façam encomendas. A empada de camarão é camarão de verdade. Está uma delícia”. Além da venda de empadas, no ano anterior, ela já havia explorado outras fontes de renda, atuando como organizadora pessoal, massagista e vendendo refeições prontas.
Trajetória artística e perdas patrimoniais
A atual rotina de trabalho informal contrasta com o passado de grande exposição na mídia, quando Regininha foi musa de músicas de rock, atuou em séries e participou de produções de conteúdo adulto. Durante o auge de sua carreira artística, ela alcançou estabilidade financeira significativa, chegando a possuir cinco apartamentos. No entanto, ao longo dos anos, enfrentou reveses econômicos que resultaram na perda de todos os imóveis. A situação tornou-se crítica em 2022, quando a artista relatou publicamente que estava residindo de favor nas dependências de um posto de combustíveis, episódio que trouxe à tona discussões sobre a vulnerabilidade financeira na classe artística.
Além das questões financeiras, a ex-modelo mantém cuidados relacionados à sua saúde mental. Atualmente, ela segue em acompanhamento especializado, tendo passado por instituições de referência no Rio de Janeiro, como o Instituto Municipal Philippe Pinel, em Botafogo, e o CAPS II Clarice Lispector, situado no Encantado. O suporte médico tem sido parte integrante de sua rotina enquanto busca restabelecer sua autonomia financeira. A venda dos salgados representa um esforço contínuo de adaptação e busca por sustentabilidade econômica diante dos desafios enfrentados nos últimos anos.
Reinvenção profissional no comércio popular
A presença de Regininha Poltergeist no comércio de rua do Méier demonstra sua disposição para encontrar novos caminhos profissionais. A comercialização das empadas, somada às atividades anteriores como a venda de quentinhas, reflete a busca por estabilidade através do trabalho autônomo. A interação direta com o público e o uso das redes sociais funcionam como estratégias para fidelizar clientes e manter sua atividade produtiva. O cenário atual evidencia a capacidade de adaptação da artista, que segue ativa na busca por recursos próprios, independentemente de sua fama pregressa ou das adversidades vivenciadas recentemente.



