Novo filme de Marcus Majella resgata projeto criado com Paulo Gustavo
Longa 'Agentes muito especiais' traz ideias do humorista e conta com cenas de ação de Majella e Pedroca
Marcus Majella abordou a carga emocional envolvida em “Agentes Muito Especiais”, filme que estreia nos cinemas e nasceu a partir de uma ideia desenvolvida ao lado de Paulo Gustavo. Em entrevista ao Gshow, o ator destacou que o projeto vai além da comédia policial e carrega elementos pessoais ligados à amizade com o humorista, que faleceu em 2021 em decorrência de complicações da Covid-19. Ao comentar o significado do longa, Majella afirmou: “Esse filme mexe muito comigo. Em alguns momentos sinto a ausência do Paulo e penso como gostaria que ele estivesse aqui para viver esse sonho ao meu lado. Ao mesmo tempo, existe um grande orgulho, porque conseguimos realizar algo que era muito importante para ele”.
A concepção do projeto partiu de um desejo antigo compartilhado entre os amigos de misturar ação e comédia. Majella revelou que chegou a cogitar não seguir adiante com o filme após a perda do parceiro, mas a decisão foi revista após um pedido de Déa Lúcia, mãe do humorista. “Estava decidido a não fazer, mas pedido de mãe não dá para negar. Ainda mais essa mãe sendo a dona Dea. Deu medo sim, mas achei importante fazer essa homenagem”, explicou. Ele completou dizendo: “Esse projeto nasceu de um desejo verdadeiro do Paulo. Ele estava encantado com a ideia de misturar ação e comédia. Tenho certeza que ficaria emocionado ao ver o resultado”.
Enredo e elenco da produção
“Agentes Muito Especiais” acompanha a trajetória dos policiais Jeff, interpretado por Majella, e Johnny, vivido por Pedroca Monteiro. Os dois tentam ingressar na unidade de elite da polícia e se infiltram em um evento onde encontram Onça, personagem de Dira Paes. Sobre a parceria com Pedroca, com quem divide cena em outros trabalhos, o ator comentou os desafios da concentração: “Por termos tanta intimidade, aí que mora o perigo, a concentração tinha que ser redobrada, porque era um pulo para cairmos na gargalhada. Sorte nossa que o diretor Pedro Antônio também entrava no clima”.
Além da comédia, o ator ressaltou a preparação física para o papel, contando que teve aulas de defesa pessoal e participou ativamente das sequências de ação. Ele afirmou ter realizado a grande maioria das cenas sem o auxílio de dublês, fazendo uma referência bem-humorada a astros de filmes de ação. “Fiz 95% delas, mas ainda não sou um Tom Cruise”, afirmou. A dedicação às cenas físicas foi fundamental para concretizar a visão do filme, equilibrando o humor com a adrenalina proposta pelo roteiro.
Memórias e criatividade do humorista
Ao final da conversa, Majella relembrou um episódio que ilustra a criatividade de Paulo Gustavo, mencionando uma ocasião em que o amigo ligou de madrugada com a ideia de interpretar a apresentadora Xuxa no teatro, chegando a contatar a própria artista para pedir a nave cenográfica. “Ele sempre foi um cara cheio de ideias. Um dia me ligou às 3 horas da manhã dizendo que queria interpretar a Xuxa no teatro. Passamos horas ao telefone! Eu seria sua paquera”, recordou. O ator contou ainda que encontrou com Xuxa recentemente e ambos relembraram essa e outras histórias com emoção.



