Entretenimento

Amiga de Elke Maravilha se revolta com biógrafo e expõe verdade sobre apartamento

Advogada e cineasta nega relato de abandono e acúmulo de lixo feito por autor em programa de TV e promete tomar providências legais

Solange Maia, advogada e cineasta próxima a Elke Maravilha, utilizou as redes sociais nesta quinta-feira (15/1) para contestar publicamente as afirmações feitas pelo escritor Chico Felitti. O autor da biografia “Elke: Mulher Maravilha” participou recentemente do programa Sem Censura, da TV Brasil, onde comentou sobre os últimos anos de vida da artista. As declarações de Felitti, que sugeriram um cenário de abandono e descuido no ambiente doméstico da apresentadora, geraram forte reação por parte de Maia, que classificou o relato como inverídico e anunciou a intenção de buscar medidas jurídicas para defender a memória da amiga.

Durante a entrevista televisiva, o biógrafo afirmou que a artista teria falecido quase no esquecimento e que, após sua partida, foram retirados “mais de cem sacos de lixo” de sua residência. Em resposta, Solange publicou um desabafo no Instagram negando veementemente essa versão. Ela argumentou que o imóvel era pequeno, o que tornaria impossível tal acúmulo, e destacou a presença de uma funcionária responsável pela limpeza. Segundo a amiga, “Elke não morreu no esquecimento. O apto da Elke era pequeno e não havia possibilidade de retirar de lá 100 sacos de lixo. Elke tinha a Evinha que cuidava do apto e deixava sempre limpo”, garantindo que a narrativa apresentada pelo escritor seria uma “história tão ridícula e falsa”.

Divergências sobre dados biográficos

Além das questões sobre a moradia, a cineasta apontou erros factuais na obra literária, especificamente sobre a genealogia de Elke. Solange enfatizou que o pai da artista era russo e a mãe alemã, contradizendo a informação do livro de que o pai seria alemão. Para reforçar sua proximidade e conhecimento sobre a biografada, Maia ressaltou que possuía autorização para produzir um longa-metragem sobre a vida da amiga. Ela relatou ter gravado o último show da carreira de Elke e afirmou ter sido a pessoa que solicitou ao irmão da artista, Fred, que a levasse ao hospital quando os problemas de saúde se agravaram, demonstrando seu envolvimento direto nos cuidados finais.

A indignação de Solange ficou evidente nas palavras escolhidas para descrever a atitude do autor e a suposta imprecisão dos fatos narrados. Em sua postagem, ela questionou a ética da divulgação dessas informações: “Como espalhar na mídia uma história tão ridícula e falsa? Vamos tomar as devidas providências”. Ela também defendeu a memória da amiga contra a imagem de decadência sugerida, explicando que documentos alemães falsos existiam por questões familiares específicas, mas que a origem russa era um fato. A advogada criticou duramente a tentativa de lucrar com uma imagem distorcida, declarando: “É um absurdo destruir a imagem de uma pessoa tão verdadeira”.

Repercussão das declarações na tv

A polêmica ganhou força após a participação de Felitti na televisão na última quarta-feira (14/1), onde ele lamentou que alguém tão importante para a cultura nacional tivesse tido, em sua visão, um fim indigno. Solange, que estava na Rússia gravando cenas para o filme quando a artista faleceu, rebateu essa perspectiva de solidão e sujeira. Ela finalizou seu posicionamento acusando o escritor de buscar holofotes às custas da memória de Elke e classificou o conteúdo divulgado como desrespeitoso. A cineasta reiterou que o documentário que produziu traz explicações claras sobre a vida da artista, contrapondo-se à narrativa apresentada na biografia lançada em 2020.

 

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo