O novo plano de Trump para Gaza: saiba quem são os líderes envolvidos
Iniciativa busca desmilitarização e inclui governo de transição; nomes dos integrantes devem ser revelados no Fórum Econômico Mundial
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comunicou oficialmente na última quinta-feira a instituição de um novo órgão denominado Conselho de Paz, destinado a realizar a supervisão das atividades na Faixa de Gaza. A declaração foi realizada através de sua plataforma de mídia social, a Truth, onde o republicano assegurou que a lista completa com a identidade dos integrantes do grupo será tornada pública em breve. A medida integra a segunda fase de um plano estratégico desenvolvido pela administração norte-americana para a região, visando estabelecer uma nova governança e estabilidade local.
De acordo com o comunicado, a seleção dos participantes foi conduzida pessoalmente pelo líder dos Estados Unidos, que enviou os convites para a composição do grupo há dois dias. Ao descrever a relevância do órgão recém-formado, Trump destacou a importância histórica da iniciativa em sua publicação na rede social. “É uma grande honra para mim anunciar a formação do Conselho de Paz. Os membros do Conselho serão anunciados em breve, mas posso afirmar com certeza que este é o maior e mais prestigioso Conselho já reunido, em qualquer época e lugar”, escreveu ele.
Estrutura e lideranças internacionais
A expectativa é que a oficialização dos nomes ocorra durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, agendado para a próxima semana. O conselho deve contar com 12 integrantes, incluindo líderes europeus de destaque, como a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni. Segundo relatos da imprensa dos Estados Unidos, Nickolay Mladenov, antigo enviado da Organização das Nações Unidas para o Oriente Médio, deverá atuar como elo entre este conselho e um comitê técnico composto por 15 palestinos, encarregado da gestão cotidiana dos assuntos atuais no território.
Informações veiculadas pelo Financial Times indicam que Washington defende também a implementação de um comitê executivo vinculado ao órgão principal, com a presença de Steve Witkoff e Jared Kushner, genro e enviado especial de Trump. O magnata divulgou planos para uma administração de transição, afirmando que os EUA, com suporte de Egito, Turquia e Catar, buscam um pacto para a desmilitarização. “Como Presidente do Conselho da Paz, apoio um governo tecnocrático palestino recém-nomeado, o Comitê Nacional para a Administração de Gaza, apoiado pelo Alto Representante do Conselho, para governar Gaza durante sua transição”, afirmou.
Exigências para desmilitarização
O plano estabelecido pelo governo norte-americano impõe condições estritas ao grupo Hamas para o avanço das negociações e a manutenção da ordem. O presidente enfatizou a necessidade de cumprimento imediato das obrigações, incluindo a devolução de restos mortais a Israel. Em tom assertivo sobre o processo de desarmamento, Trump declarou: “o Hamas deve IMEDIATAMENTE honrar seus compromissos, incluindo a devolução do último corpo a Israel, e prosseguir sem demora para a desmilitarização completa”. Ele finalizou o comunicado alertando que “Como já disse antes, eles podem fazer isso do jeito fácil ou do jeito difícil”.



