Governador de SP rebate críticas sobre omissão de Flávio em postagens
Governador afirma que publicações recentes visam criticar o PT e nega afastamento de senador do PL na disputa pelo Planalto
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), manifestou-se nesta quinta-feira (15) sobre questionamentos vindos de uma ala bolsonarista. O grupo criticou o fato de o chefe do Executivo paulista supostamente ignorar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à presidência em suas redes sociais. Durante agenda pública, Tarcísio negou que esteja tentando viabilizar seu próprio nome para a disputa e reiterou sua lealdade ao parlamentar.
A controvérsia teve início após publicações do governador e da primeira-dama, Cristiane Freitas, defenderem a necessidade de um novo “CEO” para o país. A ausência de menção direta a Flávio Bolsonaro nessas postagens gerou reações negativas entre influenciadores e apoiadores do ex-presidente, que interpretaram o conteúdo como uma manobra política pessoal. As declarações de esclarecimento ocorreram durante uma visita às obras do Rodoanel Leste.
Justificativa sobre termo empresarial e apoio
Ao abordar o tema, Tarcísio argumentou que o uso do termo corporativo se deveu ao ambiente onde a fala original ocorreu. Ele foi enfático ao reafirmar sua posição no cenário eleitoral de 2026. “O Flávio é um grande nome. Já falei que ele é o meu candidato, que vai ter o nosso apoio”, assegurou. O governador complementou seu raciocínio destacando a união da direita: “A gente precisa trocar o rumo, porque se não a gente vai perder as oportunidades. É só isso, não tem nada a ver com o jogo presidencial. A gente está dizendo o seguinte, PT não. E aí a direita vai estar unida em torno de um nome, e o meu nome é o Flávio.”
Freitas explicou que o objetivo central das mensagens era criticar a gestão federal atual, e não lançar uma candidatura própria. Segundo ele, o conteúdo deve ser lido como um posicionamento contra o Partido dos Trabalhadores. “A mensagem lá é uma mensagem de desabafo contra o PT. A gente está dizendo ali o seguinte, a gente precisa, na verdade, de um gestor que pense o Brasil, que tenha liderança para enfrentar os grandes desafios, para resolver os problemas, que são sérios, com uma crise fiscal contratada e uma crise moral”, afirmou. Sobre a repercussão do termo específico, detalhou: “Quando você fala que o Brasil precisa de um novo gestor, e aquilo foi falado no contexto de um evento empresarial, por isso que se menciona o CEO, a gente está falando: não dá mais para o PT, porque o PT já está ultrapassado, já não está oferecendo as respostas para o Brasil.”
Vistoria de obras e situação de Bolsonaro
As explicações foram concedidas durante a vistoria de obras viárias que visam facilitar o acesso a cidades como Poá e Suzano, no Alto Tietê, marcando a primeira agenda pública do ano. Além de tratar das questões eleitorais, Tarcísio defendeu a progressão de regime para Jair Bolsonaro, que se encontra detido na superintendência da Polícia Federal em Brasília, alegando questões de saúde do ex-presidente. O governador não comentou sobre eventuais diálogos com ministros do Supremo Tribunal Federal.


