Médico de Isabel Veloso revela o que viu na UTI pouco antes da partida
Bruno Bereza descreve estado de saúde, conversa com a família e a paz nos últimos instantes da influenciadora que faleceu no sábado
O cirurgião oncológico Bruno Bereza utilizou as redes sociais para compartilhar detalhes sobre os momentos finais da influenciadora Isabel Veloso, que faleceu no último sábado, 10 de janeiro de 2026. A jovem de 19 anos enfrentava um diagnóstico de Linfoma de Hodgkin desde 2021 e estava internada em Curitiba. O médico, que acompanhou o tratamento da paciente, relatou ter visitado o hospital no dia do falecimento. Ele recordou o planejamento anterior ao transplante de medula e a postura da jovem diante do tratamento. Segundo o especialista, houve uma reunião prévia com o marido da influenciadora, Lucas Borbas, para alinhar as expectativas. Bereza destacou a resiliência demonstrada por Isabel ao longo do processo: “Um dia antes de ela ir para Curitiba, eu, ela e o Lucas, a gente se reuniu e teve uma conversa em que a gente esclareceu tudo, a gente colocou as expectativas sobre aquilo. A Isabel se mostrava com bastante medo e falei que ia continuar acompanhando ela, ia continuar dando força para ela”.
Ao chegar à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por volta das 9h do dia 10, o médico verificou os sinais vitais e conversou com a equipe local. Ele observou que, apesar de hipotensa, Isabel mantinha uma frequência cardíaca estável entre 72 e 80 batimentos por minuto nas últimas 24 horas. O cirurgião expressou surpresa positiva ao ver a aparência da paciente, contrariando suas expectativas de encontrar alguém fisicamente muito alterado após um longo período de internação. O médico descreveu o momento em que a reconheceu no leito: “Eu saí do quarto dos médicos, fui até a UTI, quando eu cheguei lá eu achei que ia encontrar alguém irreconhecível, se tem mais de 30 dias de UTI, eu achei que eu ia encontrar alguém muito modificado. Eu não sabia muito bem em que leito ela estava, eu fui andando até que eu olhei e falei assim: ‘Nossa, é a Isabel’. E por incrível que pareça, que eu posso falar para vocês, ela estava linda, do jeito que ela sempre foi”.
Percepção de tranquilidade durante a visita médica
Durante a visita, Bereza notou que Isabel, embora sedada, transmitia serenidade. Ele permaneceu ao lado dela por cerca de 40 minutos, aproveitando o tempo para conversar, mesmo sem obter respostas verbais. O médico verificou detalhes físicos, como a temperatura dos pés, que estavam quentes e bem perfundidos, indicando uma circulação preservada naquele momento. A atmosfera no quarto foi descrita por ele como livre de angústia visível. Sobre essa percepção, o cirurgião relatou: “Estava com uma sensação de paz, um semblante de paz, não de sofrimento. Eu fiquei ali bastante tempo. Apesar da pressão baixa, o pezinho estava quente, estava bem perfundido. Eu fiquei bastante tempo com ela, eu precisava conversar bastante coisa com ela, fiquei uns 30 a 40 minutos falando com ela, estava sedada, mas eu precisava falar algumas coisas para ela”. Após esse período, ele se dirigiu ao posto de enfermagem para monitorar os parâmetros à distância, que seguiam estáveis.
Pouco tempo depois de deixar o quarto para conversar com o pai de Isabel, Joelson, e o marido Lucas, a equipe médica foi chamada de volta à UTI. Um funcionário sinalizou a urgência, e o grupo foi encaminhado para uma sala reservada, onde receberam a informação sobre a evolução do quadro clínico. O médico Gustavo, que estava de plantão, explicou a sequência dos fatos que ocorreram logo após a saída de Bereza do leito. O cirurgião oncológico detalhou a explicação técnica recebida naquele instante: “O doutor Gustavo falou que ela teve uma parada cardíaca e, segundo o relato dele, logo após eu ter saído, ela começou a apresentar uma bradicardia, que é o coração começar a bater mais devagar, e foi batendo lentamente até ela ter uma parada cardíaca”. O momento da notícia foi marcado pela confirmação do falecimento, seguindo os protocolos hospitalares de comunicação de óbito.
Sentimento de aceitação familiar após o falecimento
Apesar da complexidade e da dor envolvidas na perda, o relato de Bruno Bereza enfatizou que o ambiente entre os familiares e a equipe permaneceu sereno. Não houve descrições de desespero descontrolado, mas sim de um entendimento coletivo sobre o descanso da jovem após o longo período de tratamento de saúde. O médico ressaltou que a presença de pessoas que amavam Isabel foi fundamental para esse clima de aceitação final. Ele concluiu seu depoimento nas redes sociais garantindo que, mesmo com a saudade que ficará, a passagem ocorreu de maneira tranquila. Sobre o sentimento geral da família e dos presentes, Bereza afirmou: “Todo mundo ficou em paz, desejando que ela tivesse feito a passagem, entendo que Deus permitiu que ela descansasse. O que eu posso dizer é que foi uma paz. Vai ficar saudade, com certeza. Mas, que todo esse momento trouxe muita paz, justamente porque o centro do ponto é que ela sempre esteve ao redor de pessoas que amam ela”.



