Suzane von Richthofen e prima disputam herança
Miguel Abdalla Netto faleceu recentemente e deixou patrimônio estimado; desavenças familiares começaram durante a liberação do corpo
A disputa pelo patrimônio deixado pelo médico Miguel Abdalla Netto, tio de Suzane Magnani e antigo tutor legal de Andreas, tornou-se motivo de conflito judicial. O espólio é avaliado em aproximadamente R$ 5 milhões e gerou desavenças entre Suzane e sua prima, Silvia Magnani, que conviveu com o falecido por cerca de 14 anos. O embate entre as familiares teve início antes mesmo da abertura oficial do processo de inventário, manifestando-se logo após o falecimento do médico, evidenciando as tensões persistentes no núcleo familiar.
As divergências intensificaram-se durante os trâmites burocráticos para a liberação do corpo. Houve um impasse entre as partes na 27ª Delegacia e no Instituto Médico Legal (IML), localizados em São Paulo. Silvia obteve a autorização para organizar o sepultamento, realizado no cemitério de Pirassununga, município de origem da família. Suzane, por sua vez, acionou representantes legais na tentativa de obter a tutela do cadáver e pleitear a função de inventariante dos bens deixados pelo tio.
Sepultamento solitário e divergências
O enterro ocorreu na terça-feira (13/1) e, segundo relatos, não seguiu o desejo manifestado em vida por Miguel, que pretendia ser sepultado ao lado da mãe e dos avós. A cerimônia foi descrita como simples e sem a presença de outros familiares, refletindo o distanciamento ocorrido nos últimos anos. Em entrevista ao jornal O Globo, Silvia relatou a ausência de parentes no momento da despedida final: “Só estava eu no cemitério”. O médico não mantinha contato regular com os sobrinhos recentemente.
Silvia comentou sobre a partilha dos bens e a relação do tio com a sobrinha. Ela afirmou que busca justiça pela memória do companheiro, ressaltando o sofrimento que ele enfrentou após a tragédia familiar que marcou a história dos Richthofen. “Quero que se faça justiça ao Miguel, pois, no tempo que passamos juntos, ele falava horrores da Suzane, porque ela matou a irmã dele e deixou o sobrinho destruído emocionalmente. Se a Justiça entender que a herança deva ficar com ela, que assim seja feito”, declarou Silvia.
Regras de sucessão patrimonial
O destino da herança depende da existência de um testamento deixado por Miguel. Caso haja o documento, a vontade do falecido será respeitada, lembrando que a legislação permite que metade do patrimônio seja destinada livremente, enquanto a outra parte pertence aos herdeiros necessários. Na ausência de testamento, a lei prioriza os parentes mais próximos na linha sucessória. Como Miguel não possuía filhos, esposa ou pais vivos, os sobrinhos Suzane e Andreas têm precedência legal sobre primos, o que os colocaria como beneficiários diretos do montante.



