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Alerta de conflito: Irã promete atacar bases dos EUA se Trump intervir nos protestos

Autoridades iranianas avisam Arábia Saudita, Emirados e Turquia sobre resposta militar iminente caso Estados Unidos atuem nas manifestações locais

O Irã emitiu um comunicado formal aos países vizinhos que abrigam tropas norte-americanas, informando que haverá retaliação direta contra as bases dos Estados Unidos caso Washington concretize as ameaças de intervir nas manifestações que ocorrem no país. A informação foi confirmada por uma autoridade iraniana de alto escalão nesta quarta-feira. Paralelamente, diplomatas relataram que alguns funcionários receberam a recomendação de deixar a principal base aérea americana na região, situada no Catar, embora ainda não haja indícios visíveis de uma saída massiva de tropas ou equipamentos estratégicos neste momento.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou apoio aos manifestantes iranianos e indicou a possibilidade de intervenção externa. Organizações de direitos humanos apontam que milhares de pessoas faleceram durante a repressão aos protestos contra o governo clerical. Uma avaliação israelense sugere que a decisão de intervir já foi considerada pela Casa Branca, restando definir o momento e a abrangência da operação. Em entrevista à CBS News, Trump prometeu uma “ação muito forte” se houver execuções de manifestantes, afirmando: “Se eles os enforcarem, vocês verão algumas coisas”.

Movimentação na Base Aérea Al Udeid

Relatos diplomáticos indicam que funcionários foram orientados a sair da Base Aérea Al Udeid, no Catar, até a noite de quarta-feira. Um dos diplomatas descreveu a ação como uma “mudança de postura” em vez de uma “retirada ordenada”. Diferente de episódios anteriores de tensão, não houve sinal de deslocamento em larga escala para locais civis próximos, como estádios ou centros comerciais. A embaixada dos Estados Unidos em Doha e o Ministério das Relações Exteriores do Catar não se manifestaram de imediato sobre essas movimentações logísticas e diplomáticas.

A autoridade iraniana, sob condição de anonimato, explicou que Teerã solicitou aos aliados norte-americanos na região que “impeçam Washington de atacar o Irã”. O aviso foi explícito quanto às consequências de uma ofensiva americana partindo de territórios vizinhos. “Teerã disse aos países da região, desde a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos até a Turquia, que as bases dos EUA nesses países serão atacadas” se os Estados Unidos iniciarem um ataque, disse a autoridade. Além disso, os contatos diretos entre o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, e o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, foram suspensos.

Monitoramento de Israel e dados sobre vítimas

O gabinete de segurança de Israel foi informado sobre a possibilidade de colapso do regime iraniano ou intervenção dos Estados Unidos. Enquanto isso, a mídia estatal do Irã reportou conversas entre autoridades locais e homólogos da Turquia e Emirados Árabes Unidos. Araqchi afirmou ao ministro dos Emirados que “a calma prevaleceu” e reiterou a defesa da soberania nacional. O fluxo de informações segue restrito devido a um apagão na internet, mas o grupo HRANA verificou que 2.403 manifestantes faleceram, além de 147 pessoas ligadas ao governo que também perderam a vida nos confrontos.

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