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INSS 2026: confira o reajuste do teto, novas tabelas e regras de transição

Benefícios acima do mínimo têm alta de 3,9% e piso vai a R$ 1.621; confira a tabela de contribuição atualizada e como consultar o extrato

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) oficializou os novos valores que regem as aposentadorias, pensões e auxílios para o ano de 2026. Com a virada do ano, o teto previdenciário sofreu um reajuste de 3,90%, percentual alinhado ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), elevando o valor máximo do benefício para R$ 8.475,55. A determinação consta na Portaria Interministerial MPS/MF nº 13. Simultaneamente, o piso previdenciário foi atualizado para acompanhar o salário mínimo nacional, fixado em R$ 1.621,00. Essas alterações impactam diretamente o cálculo de todos os benefícios concedidos a partir de 1º de janeiro, bem como as contribuições mensais dos trabalhadores ativos.

Os pagamentos com os valores corrigidos seguem um cronograma dividido pelo valor do benefício. Para os cerca de 21,9 milhões de segurados que recebem o piso nacional, os depósitos ocorrem entre 26 de janeiro e 6 de fevereiro, conforme o número final do cartão. Já para os beneficiários que ganham acima do salário mínimo, incluindo aqueles que atingem o novo teto, os créditos serão liberados a partir de 2 de fevereiro. Vale ressaltar que o reajuste integral de 3,90% é aplicado aos segurados que já recebiam benefícios em janeiro de 2025; para concessões iniciadas ao longo do último ano, o aumento é calculado proporcionalmente à data de início do benefício.

Novas alíquotas e faixas de contribuição

A atualização dos valores de referência modificou também as faixas de contribuição previdenciária para empregados, trabalhadores domésticos e avulsos. O sistema mantém a progressividade das alíquotas, que variam de acordo com a renda. Quem recebe até R$ 1.621,00 contribui com 7,5%. Para a faixa salarial de R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84, a alíquota é de 9%. Os salários entre R$ 2.902,85 e R$ 4.354,27 sofrem desconto de 12%, enquanto a última faixa, que vai de R$ 4.354,28 até o teto de R$ 8.475,55, possui alíquota de 14%. Estes novos percentuais incidem sobre os salários de janeiro, sendo o recolhimento efetuado no mês de fevereiro.

Além das questões financeiras, 2026 marca um avanço nas regras de transição para a aposentadoria, afetando quem já contribuía antes da Reforma da Previdência de 2019. Na modalidade de pontos, que soma a idade ao tempo de contribuição, a exigência subiu para 93 pontos para mulheres e 103 pontos para homens. No critério de idade mínima progressiva, as mulheres agora necessitam ter 59 anos e 6 meses, enquanto para os homens a idade exigida passou a ser de 64 anos e 6 meses. O tempo mínimo de contribuição permanece inalterado: 30 anos para o público feminino e 35 anos para o masculino.

Outros benefícios e canais de consulta

Diversos auxílios vinculados à Previdência Social também passaram por correções monetárias. O Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS) foi ajustado para R$ 1.621,00, e o salário-família passou a ser de R$ 67,54 por dependente para segurados com remuneração mensal de até R$ 1.980,38. Para conferir os valores exatos e o extrato de pagamento, o segurado pode utilizar os canais digitais através do portal ou aplicativo Meu INSS, acessando com a conta gov.br. A Central 135 também está disponível para consultas gratuitas por telefone, operando de segunda a sábado, das 7h às 22h.

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