Lula tem 50% de desaprovação e 47% de aprovação, aponta pesquisa
Levantamento registrado no TSE mostra cenário acirrado e detalha avaliação da gestão em segurança, economia, saúde e educação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta um cenário de polarização técnica junto ao eleitorado brasileiro neste início de ano. De acordo com a pesquisa Meio/Ideia, divulgada nesta terça-feira, 13 de janeiro de 2026, o mandatário registra 50% de desaprovação contra 47% de aprovação. Considerando a margem de erro do levantamento, que é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, os índices configuram um empate técnico entre as opiniões favoráveis e contrárias ao chefe do Executivo, enquanto 3% dos participantes não souberam opinar sobre o desempenho presidencial.
A metodologia aplicada pelo instituto envolveu a realização de 2.000 entrevistas por telefone, conduzidas entre os dias 8 e 12 de janeiro em diversas regiões do país. O estudo possui um nível de confiança de 95%, o que indica a probabilidade estatística de os resultados refletirem a realidade dentro da margem estipulada. Para garantir a validade legal e a transparência do processo de aferição da opinião pública, o levantamento foi devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06731/2026.
índices de avaliação do governo
O levantamento aprofundou a análise ao questionar os entrevistados sobre a avaliação geral da gestão federal, revelando que o conceito negativo predomina sobre o positivo. A soma das avaliações ruim e péssimo atinge 41,4%, enquanto as classificações ótimo e bom somam 35%. A avaliação regular foi citada por 20,5% dos ouvidos. No detalhamento específico dos dados, 15% classificam o governo como ótimo e 20% como bom. Na ponta oposta da tabela, 18,6% consideram a administração ruim e 22,8% a avaliam como péssima. O grupo que não soube responder representou 3,2% da amostra total consultada pelo instituto.
Quando a administração é decomposta por setores de atuação, a segurança pública apresenta os indicadores mais críticos para o governo. Esta área obteve o pior resultado entre as pesquisadas, com 48,7% de avaliações negativas (ruim ou péssimo) e apenas 25,6% de positivas. A gestão econômica também enfrenta resistência significativa, sendo considerada ruim ou péssima por 43,4% dos eleitores, contra 32,2% que a enxergam como ótima ou boa. A parcela que avalia a economia como regular é de 21,5%, demonstrando os desafios na percepção popular sobre as finanças e o desenvolvimento do país.
indicadores de saúde e educação
As áreas sociais completam o quadro detalhado da pesquisa, com a saúde registrando 41,5% de avaliações negativas e 32,1% de positivas, além de 23,2% que consideram o serviço regular. A educação, por sua vez, obteve os melhores índices comparativos entre as pastas analisadas, embora ainda apresente uma divisão clara: 37,9% dos entrevistados consideram a gestão na área ótima ou boa, enquanto 39,1% a classificam como ruim ou péssima. A avaliação regular na educação ficou em 20,2%. Em ambos os setores, o percentual de indecisos ou que não souberam responder oscilou entre 3% e 3,4%.



