Brasil

Débora do Batom pode voltar para a prisão após falha em tornozeleira

Equipamento da condenada pelos atos de 8 de janeiro perdeu o sinal duas vezes e PGR quer saber se houve violação das regras

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, ordenou que a Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo investigue instabilidades no equipamento de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como Débora do Batom. A decisão visa esclarecer duas ocorrências de perda de sinal na tornozeleira eletrônica da mulher, que cumpre prisão domiciliar na cidade de Paulínia, no interior paulista.

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As interrupções no rastreamento do aparelho aconteceram nos meses de abril e maio deste ano. A defesa da condenada pelos atos de 8 de janeiro se manifestou no processo, argumentando que os episódios de desconexão foram causados por problemas técnicos do sistema. Os advogados sustentam que a cliente manteve o cumprimento rigoroso de todas as condições estabelecidas para a manutenção da prisão domiciliar.

Investigação sobre a tornozeleira de Débora do Batom

A determinação do magistrado atende a um requerimento formal da Procuradoria-Geral da República. O órgão solicitou a apuração dos fatos para compreender a natureza das falhas na central de monitoramento. O objetivo da PGR é descobrir se as quedas de sinal decorrem de falhas operacionais da tecnologia ou se representam um descumprimento deliberado das medidas judiciais impostas pelo Supremo Tribunal Federal.

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O resultado dessa averiguação técnica definirá a situação carcerária da monitorada. Caso os laudos comprovem que houve violação intencional das medidas cautelares ou tentativa de burlar o rastreamento eletrônico, o benefício poderá ser revogado. Nessa hipótese, a Justiça determinará o retorno imediato da mulher ao sistema prisional para que ela cumpra o restante da sua pena em regime fechado.

Condenação de Débora do Batom por atos no STF

A mulher recebeu uma sentença de 14 anos de reclusão pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, associação criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Ela ganhou notoriedade durante as invasões aos prédios dos Três Poderes, quando foi flagrada pichando a frase “perdeu, mané” na escultura A Justiça, localizada em frente à sede da Suprema Corte.

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