Reviravolta na pesquisa Quaest Senado Rio: candidato de Bolsonaro amarga 4% contra Benedita
Levantamento eleitoral no Rio de Janeiro mostra petista na frente, seguida por Marcelo Crivella, enquanto indecisos somam mais de 20%.
A nova pesquisa Quaest Senado Rio aponta a deputada Benedita da Silva (PT) na liderança numérica das intenções de voto. No primeiro cenário, a parlamentar registra 11%, seguida por Marcelo Crivella (Republicanos), com 8%. O senador Carlos Portinho (PL), apoiado por Flávio Bolsonaro, aparece com 4%, empatado com Márcio Canella. A margem de erro é de três pontos percentuais, configurando empate técnico entre a petista e Crivella.
Na segunda simulação, que exclui alguns nomes, Benedita oscila para 12% e Crivella vai a 9%. Portinho permanece com 4%, dividindo a posição com Mônica Benício, Pedro Paulo e Waguinho. O estudo ouviu 1.200 eleitores fluminenses entre 21 e 25 de julho. Contratado pela Genial Investimentos, o levantamento tem nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo RJ-02671/2026.
Cenário da pesquisa Quaest Senado Rio para Carlos Portinho
O desempenho de Carlos Portinho reflete a articulação do Partido Liberal. O parlamentar foi o nome definido pela legenda após o governador Cláudio Castro ficar de fora da disputa. Em rodadas anteriores de abril, Castro dividia a primeira posição com a candidata do PT. Sem a presença do governador, Portinho não herdou o mesmo patamar de intenções de voto e figura até oito pontos atrás da liderança.
A dinâmica eleitoral deste ano no Rio de Janeiro envolve a escolha de dois representantes. Diferente dos pleitos para o executivo, a votação para o parlamento não possui segundo turno, definindo os vencedores em rodada única. Com a renovação de dois terços das cadeiras, a disputa fluminense permite que os dois candidatos mais votados garantam seus mandatos.
Indecisos no levantamento eleitoral do Rio de Janeiro
Os dados mostram que a definição do eleitorado apresenta alta volatilidade. Segundo os números, 59% dos entrevistados afirmam que podem mudar a escolha até a votação, enquanto 39% consideram a decisão definitiva. A soma de indecisos com aqueles que pretendem votar em branco ou anular atinge 59% no primeiro cenário e 61% no segundo. Esse contingente supera os índices individuais de todos os nomes testados.



