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Emoção e ciência: Lais Souza revela o que faria se recuperasse os braços

Ex-ginasta acompanha avanços científicos sobre polilaminina e detalha fisioterapia diária após acidente no esqui

A ex-ginasta Lais Souza acompanha novos estudos científicos voltados para a regeneração da medula. Dez anos após o acidente na preparação para os Jogos de Inverno, ela participou de um encontro com a médica Tatiana Coelho de Sampaio. A pesquisadora brasileira conduz análises sobre a polilaminina, substância com potencial para auxiliar pacientes com traumas raquimedulares. O contato com a ciência nacional trouxe novas perspectivas para a ex-integrante da seleção.

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Durante a palestra, a especialista explicou os estágios do estudo clínico. Atualmente, os testes com a polilaminina são direcionados a indivíduos que sofreram o trauma recentemente. Para pacientes com lesões antigas e fibrose, como o cenário da ex-ginasta, a aplicação terapêutica demandará mais tempo. Apesar da distância para um tratamento definitivo, a aproximação com os cientistas permite compreender os prazos reais da medicina regenerativa.

Lais Souza e a pesquisa de Tatiana Coelho de Sampaio

A possibilidade de recuperação motora gera expectativas e exige cautela. Imagens recentes da ex-atleta em pé durante um evento causaram surpresa no público, embora a prática integre sua reabilitação há uma década. Sobre os avanços da ciência, ela mantém o foco na reabilitação dos membros superiores. “Hoje, nem ligaria se não ganhasse movimento de perna. Mas se tivesse os braços, nossa, mudaria demais. Eu ia conquistar o mundo”, afirmou.

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O cotidiano atual envolve uma estrutura de cuidados físicos. A programação diária prioriza o ganho de massa muscular, especialmente nos glúteos e coxas, para auxiliar na circulação sanguínea devido às horas na posição sentada. Além da fisioterapia, a agenda inclui a gestão da equipe de cuidadores, palestras e estudos. A organização diária depende diretamente do suporte de diversos profissionais para que as atividades comecem.

Rotina de fisioterapia e lesão medular

A motivação para seguir com os projetos baseia-se na vivência diária e na paciência. Com experiência anterior em testes com células-tronco no Miami Project, a ex-ginasta desenvolveu uma visão pragmática sobre o financiamento científico. Ao avaliar o trabalho dos especialistas que buscam soluções para traumas severos, ela reforça a importância do investimento. “Desejo muita boa sorte, paciência, desejo que olhem para esse trabalho com todo respeito, porque salva vidas”, declarou.

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