Opinião

Brasil 70: A Saga do Tri — Muito Além do Futebol

Entre gols, memórias e culturas, a Copa do Mundo de 2026 inspira reflexões sobre identidade, pertencimento e o legado eterno da Seleção Brasileira de 1970 retratado na série Brasil 70: A Saga do Tri.

Por: Elen de Souza

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Eu sou apaixonada por futebol e, nesta Copa do Mundo de 2026, o home office tem me permitido assistir a todos os jogos. Sim, eu assisti a todos os jogos. E, apesar das minhas ressalvas sobre a atual Seleção Brasileira, sigo com fé no hexa.

Mas uma Copa do Mundo nunca é apenas futebol.

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A Copa é feita de histórias, culturas, povos e sonhos que se encontram dentro de um mesmo campo. É a oportunidade de conhecer países que muitas vezes aparecem pouco nos noticiários, mas que carregam trajetórias fascinantes. Foi assim que me encantei, por exemplo, com Curaçao, uma pequena ilha caribenha que fez sua estreia em uma Copa do Mundo. Ou com Cabo Verde, representado pelo  goleiro Vozinha, que aos 40 anos segue inspirando uma geração inteira de atletas africanos.

Ao assistir aos jogos, gosto de observar muito mais do que o placar. Gosto de conhecer as histórias dos jogadores, as tradições dos países, os desafios enfrentados pelas seleções e a paixão dos torcedores. Afinal, o futebol é uma linguagem universal capaz de aproximar pessoas de diferentes culturas.

Talvez por isso eu tenha ficado tão interessada em assistir à série Brasil 70: A Saga do Tri, da Netflix. Em um momento em que estamos vivendo mais uma Copa do Mundo, revisitar a trajetória da seleção brasileira de 1970 é uma forma de compreender como o futebol também ajuda a contar a história de um país.

A série vai muito além dos gols e das vitórias. Ela nos leva aos bastidores da campanha que resultou no tricampeonato mundial, apresentando os conflitos, as decisões políticas, as pressões e os desafios enfrentados por jogadores e comissão técnica. Mais do que acompanhar Pelé, Jairzinho, Tostão, Rivellino e Carlos Alberto Torres dentro de campo, somos convidados a conhecer os homens por trás dos ídolos.

Outro aspecto que me chamou a atenção foi a forma como a produção contextualiza aquele momento histórico. A conquista aconteceu em um Brasil marcado por tensões políticas e profundas transformações sociais. E compreender esse cenário nos ajuda a entender por que aquele título se tornou tão simbólico para tantas gerações.

Assistir à série durante a Copa de 2026 me fez refletir sobre como algumas histórias permanecem vivas mesmo décadas depois. O futebol muda, as gerações mudam, mas certas conquistas continuam inspirando. Talvez porque elas falem de algo que vai além do esporte: falam de identidade, pertencimento e memória.Talvez seja por isso que eu goste tanto de Copa do Mundo. Claro que os gols importam, as vitórias emocionam e as derrotas doem. Mas o que realmente me encanta são as histórias que descobrimos pelo caminho. Histórias de superação, de pertencimento, de povos que carregam sua cultura e sua identidade para dentro das quatro linhas. E foi justamente essa conexão entre futebol e história que me fez mergulhar em Brasil 70: A Saga do Tri, uma série que nos lembra que algumas conquistas permanecem vivas não apenas pelos resultados, mas pelo significado que carregam para gerações inteiras.

 

 

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