Gil do Vigor compara Parada LGBT com Carnaval e defende participação de crianças em evento
Apresentador do Papo de Segunda utilizou espaço no GNT para debater a proteção de menores e a diversidade em eventos públicos
O economista Gil do Vigor utilizou o programa Papo de Segunda, do GNT, para debater a presença de crianças na Parada do Orgulho LGBTQIA+. Durante a transmissão, o comunicador questionou a seletividade das críticas direcionadas ao evento, ressaltando que outras manifestações populares e religiosas não enfrentam o mesmo nível de escrutínio público ou tentativas de proibição para o público infantil.
Para ilustrar seu ponto de vista, ele traçou um paralelo com festividades tradicionais. O apresentador argumentou que a sociedade normaliza a presença de menores em diversos espaços, mas cria barreiras quando o tema envolve a comunidade queer. “Na Marcha para Jesus, todo mundo pode ir. Desculpa, falei! No Carnaval, pode. Todo Mundo no Rio, pode. Qualquer evento que tenha aglomeração, pode. Mas a Parada do Orgulho vai ser um grande problema”, declarou.
Gil do Vigor compara Parada LGBT com Marcha para Jesus
Ao aprofundar a discussão, o comunicador enfatizou que a verdadeira proteção aos menores deve focar em problemas estruturais, como o bullying. Ele pontuou que o contato com a pluralidade não representa uma ameaça. “Os jovens precisam de proteção, mas não é da Parada do Orgulho, não é da diversidade. Temos que protegê-los para que eles estudem, aprendam, entendam o que é respeito”, explicou, acrescentando que “São tantas coisas para se preocupar.”
O debate também abordou como determinados setores constroem narrativas contra minorias. O economista avaliou que a criação de um inimigo é uma estratégia de manipulação. “Para você ser o salvador da pátria, você precisa de um vilão bem colocado. Você vende esse vilão e as pessoas compram isso. É muito triste, porque nós da comunidade somos sempre colocados assim por esse grupo, reacionário ou não, mas que na minha opinião é um grupo perverso.”, analisou.
Impacto do preconceito contra jovens na Parada LGBT
A retórica de exclusão gera consequências na autoaceitação de menores que já se identificam com a diversidade, criando rejeição precoce. “Você imagina um jovem ou uma criança que vê tudo isso e começa a pensar: ‘Caramba, eu sou tão ruim assim?’”, questionou. A manifestação ocorre enquanto tramitam no legislativo projetos de lei que tentam restringir a participação de menores em eventos voltados à comunidade.



