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O que acontece com o seu dinheiro e o real com a guerra no Irã

Entenda como o conflito no Oriente Médio eleva o preço do petróleo e altera o valor do dólar, impactando a economia do Brasil e do mundo.

A eclosão da guerra no Irã gerou reflexos imediatos na economia mundial, alterando o fluxo comercial e elevando os custos do petróleo. Com a instabilidade no Oriente Médio, investidores globais buscaram segurança financeira, transferindo recursos para o dólar americano. Esse movimento provocou a desvalorização de diversas divisas emergentes, enquanto outras apresentaram volatilidade ou valorização, dependendo da relação comercial de cada nação com o setor energético.

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Nações dependentes da importação de combustíveis, como Índia e Egito, registraram as maiores quedas em suas moedas. A rupia indiana recuou cerca de 5% em relação à moeda americana desde o início do conflito. Para conter a desvalorização, bancos centrais precisaram elevar juros e vender reservas. O economista André Perfeito, da APCE, explica que embora o preço do barril “afete a todos… as flutuações cambiais podem amplificar ou amortecer esse efeito”.

Impacto da guerra no Irã no real e no mercado do Brasil

Diferente dos importadores, países exportadores de energia registraram um cenário distinto. O Brasil e a Malásia observaram benefícios parciais com o encarecimento do petróleo, atraindo investidores. O Goldman Sachs apontou o mercado brasileiro como escolha principal entre os emergentes. No entanto, o aumento nos custos de energia pressiona a inflação interna, já que o território brasileiro importa produtos refinados, como diesel e gasolina.

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Fatores internos também influenciam o desempenho da moeda brasileira frente ao dólar. A proximidade do período eleitoral adiciona cautela para os investidores. Em relatório, a economista da XP, Luiza Pinese, avaliou que a incerteza política “aumentará o prêmio de risco sobre a taxa de câmbio”. Esse contexto faz com que o real, assim como as moedas do México e do Chile, opere com oscilações frequentes de acordo com o mercado financeiro.

Como o yuan da China e o rublo da Rússia reagem ao conflito

Em contrapartida, algumas divisas demonstraram resiliência devido a políticas restritivas. O yuan chinês manteve estabilidade por meio de intervenções do banco central e controles de capital. O rublo russo apresentou desempenho positivo, impulsionado pelas receitas de energia e regras de conversão de lucros. Entre as economias desenvolvidas, o franco suíço e a moeda americana registraram picos iniciais de alta, mas retornaram aos patamares anteriores à crise.

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