Risco de super El Niño em 2026: dados revelam como o clima no Brasil pode mudar
Monitoramento do INPE e da NOAA aponta que o fenômeno climático deve trazer chuvas intensas para o Sul e seca para o Norte e Nordeste
O oceano Pacífico Equatorial apresenta aquecimento acima da média, apontando para a possível formação do El Niño em 2026. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), há 82% de probabilidade de o evento se consolidar no segundo semestre. As agências realizam o monitoramento contínuo das temperaturas marítimas e do clima global por meio de sensores espaciais e boias.
A elevação térmica na região central do oceano, chamada de Niño 3.4, já ultrapassou o nível de atenção. Quando essa anomalia persiste por meses, ocorre uma interferência na circulação da atmosfera terrestre. Essa mudança nos ventos reorganiza a distribuição de chuvas e temperaturas pelo planeta, provocando aumento de precipitações na Califórnia e períodos mais secos em áreas da Austrália, Índia e sul da África.
Impactos do El Niño em 2026 no clima do Brasil
No território nacional, a configuração do El Niño altera os padrões meteorológicos. A região Sul do Brasil tende a registrar um volume maior de chuvas intensas, característica que fica mais evidente a partir da primavera. Em contrapartida, o Norte e o Nordeste enfrentam uma redução nas precipitações, resultando em períodos secos mais recorrentes. O calor também ganha força e atinge temperaturas acima da média em grande parte do país.
As projeções climáticas indicam que o fenômeno pode se formar a partir de junho, ganhando intensidade ao longo dos meses seguintes. Algumas estimativas apontam que a temperatura da água pode ficar até 2°C acima da média, patamar associado a eventos mais severos. O aquecimento global atua como um fator que aumenta a frequência de extremos climáticos, podendo intensificar os efeitos da anomalia ao longo do ano.
Monitoramento do INPE sobre a força do El Niño
A intensidade final do evento climático ainda não está definida pelos institutos de pesquisa. Existe a possibilidade de que a anomalia evolua para um estágio extremo, conhecido como super El Niño. Os pesquisadores ressaltam que não é possível prever agora quais regiões exatas concentrarão os episódios mais severos de seca ou precipitação. O INPE e a NOAA mantêm o acompanhamento do Pacífico e atualizam as informações conforme novos dados são incorporados.



