Saúde & Bem-estar

Saúde mental e hipertensão: o perigo silencioso que faz sua pressão subir sem você notar

Entenda como o estresse crônico e a tensão emocional mantêm o corpo em alerta e prejudicam a saúde do coração.

A relação entre saúde mental e hipertensão vai além da genética e da alimentação, impactando o sistema cardiovascular. O estresse crônico, a tensão emocional e o quadro emocional delicado deixam o organismo em alerta contínuo. Essa ativação dos mecanismos de defesa dificulta a regulação da pressão arterial no cotidiano, refletindo em alterações fisiológicas e comportamentais.

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O cardiologista Marcelo Bergamo esclarece que essas condições ativam o sistema nervoso simpático, elevando a pressão. O impacto afeta a adesão ao tratamento. “Não é raro que pacientes hipertensos também apresentem algum grau dessas condições emocionais. Na prática, o sofrimento mental pode atrapalhar a rotina da medicação, piorar a qualidade do sono, reduzir a prática de atividade física e favorecer uma alimentação mais desregulada, com maior consumo de sal e ultraprocessados”, detalha.

Saúde mental e hipertensão: alertas do cardiologista Marcelo Bergamo

Identificar a interferência psicológica exige atenção a sinais como palpitações, suor excessivo e picos de pressão em momentos de desgaste. O estado emocional também afeta a rotina de cuidados. Sobre essa dinâmica, Bergamo pontua: “A pessoa dorme pior, se movimenta menos, come de forma mais impulsiva e pode recorrer ao álcool como forma de aliviar o estresse. O resultado é um ciclo em que um problema alimenta o outro”.

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O médico Tiago Rodrigues Cavalcante reforça que a ligação entre o estado psicológico e a pressão alta reside na sobrecarga gerada pela vigilância constante do corpo. O desgaste contínuo exige muita energia, afetando o coração, enquanto a tensão emocional acelera o sistema nervoso. Esse cenário compromete a flexibilidade dos vasos sanguíneos e favorece a elevação dos índices pressóricos.

Como o médico Tiago Rodrigues Cavalcante avalia a pressão alta e o estresse

Para ilustrar o impacto no organismo, Cavalcante descreve o processo fisiológico. “A hipertensão arterial sistêmica é o resultado físico dessa sobrecarga emocional e fisiológica. Quando o corpo permanece em estado de alerta constante, os vasos sanguíneos ficam mais contraídos e rígidos, dificultando a passagem do sangue. Com o tempo, a pressão pode subir com mais frequência. Em quem já tem diagnóstico de hipertensão, o estresse crônico funciona como um agravante, provocando picos de pressão e maior oscilação ao longo do dia”, conclui.

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