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Nobel da Paz Narges Mohammadi é hospitalizada no Irã em estado grave

A ativista iraniana perdeu 20 quilos desde a última detenção e enfrenta problemas cardíacos severos enquanto cumpre pena imposta pelo governo local

A vencedora do prêmio Nobel da Paz de 2023, Narges Mohammadi, está internada há cinco dias devido a complicações cardíacas. Detida no Irã, a ativista enfrenta uma condição clínica crítica. Segundo sua advogada, Chirinnne Ardakani, a defensora dos direitos humanos está “entre a vida e a morte”. Desde a sua mais recente detenção, ocorrida após críticas a autoridades religiosas durante um funeral, a laureada já perdeu cerca de 20 quilos.

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O quadro de saúde tem gerado mobilização internacional. Durante coletiva de imprensa, Ardakani enfatizou a urgência médica. “Não estamos lutando apenas pela liberdade de Narges, estamos lutando para que seu coração continue batendo”, declarou. A advogada ressaltou a gravidade do momento, afirmando que “Nunca tememos tanto pela vida de Narges; a qualquer momento corremos o risco de perdê-la.” A equipe jurídica descreve o cenário como uma “deterioração sem precedentes” da saúde da prisioneira.

Por que a vencedora do Nobel da Paz Narges Mohammadi foi presa no Irã

O histórico de detenções da ativista resulta em condenações que somam mais de 25 anos de reclusão, impostas em retaliação à sua campanha contra a pena capital e o uso obrigatório do hijab. Em 2023, ela obteve licença médica temporária para tratar uma lesão óssea após episódios cardíacos na prisão de Evin. A detenção atual ocorreu enquanto participava de uma cerimônia para Khosrow Alikordi, advogado encontrado sem vida em seu escritório na cidade de Mashhad.

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A trajetória de defesa dos direitos femininos começou nos anos 1990, na universidade. Após atuar como engenheira, ingressou no Centro de Defensores dos Direitos Humanos em Teerã, fundado por Shirin Ebadi. O governo classificou o grupo como ilegal em 2015, resultando na prisão da porta-voz. O ativismo pacífico custou à profissional sua carreira, o convívio familiar e a liberdade, consolidando-a como um símbolo de resistência no Oriente Médio.

O impacto de Narges Mohammadi nos protestos recentes no Irã

O reconhecimento do comitê norueguês também chancelou o movimento de iranianos que protestaram contra as políticas do regime. As manifestações ganharam força após o falecimento de Mahsa Amini, jovem detida por deixar o cabelo visível sob o lenço obrigatório. Durante a insatisfação popular, os cidadãos adotaram o lema “Mulher, Vida, Liberdade”. A premiação internacional destacou a busca por igualdade de gênero dentro de um sistema político marcado pela repressão.

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