Pastora Helena Raquel repudia violência na igreja e une políticos
Discurso no congresso Gideões Missionários defende denúncias contra agressores e mobiliza lideranças de diferentes espectros políticos
Durante o evento Gideões Missionários da Última Hora, um discurso da pastora Helena Raquel ganhou repercussão nacional ao abordar a violência doméstica e abusos contra crianças no ambiente religioso. A líder da Assembleia de Deus Vida na Palavra orientou os fiéis a não protegerem agressores. O posicionamento se espalhou pelas plataformas digitais, alcançando figuras públicas de diferentes vertentes políticas.
A mensagem central focou na necessidade de romper o ciclo de silenciamento em comunidades de fé. A líder relatou sua vivência para ilustrar como as congregações lidam com denúncias. “A maior parte das pessoas que são vítimas, em igrejas evangélicas, de violência doméstica ou de violência sexual, elas são orientadas a não denunciar o culpado. O que eu estou dizendo é um saber empírico, como não há pesquisa, não há dados”, declarou.
Repercussão da pregação da pastora Helena Raquel na internet
Após o evento, a religiosa utilizou o Instagram para reforçar as orientações de segurança e encorajar denúncias formais, citando o Disque 100 e o Ligue 180. “Existe algo que a igreja não pode mais fazer: se omitir. Não existe unção que justifique abuso. Não existe chamado que autorize agressão. Se agride… Não representa Deus. ‘Ungido não é abusador. Ungido não é agressor’”, escreveu.
O impacto do vídeo mobilizou parlamentares. A deputada federal Tabata Amaral compartilhou o registro e elogiou a postura da líder religiosa. “Que corajosa e importante pregação da pastora Helena Raquel! Precisamos dar um basta na violência contra nós, mulheres. Fico muito feliz de ver cada vez mais de nós deixando diferenças de lado e se unindo nessa luta”, publicou. O deputado Pedro Campos afirmou que “nenhuma fé pode ser usada para silenciar a violência”.
Apoio de Michelle Bolsonaro ao discurso sobre violência na igreja
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, representante do eleitorado evangélico no cenário político, também endossou as palavras proferidas no evento. A convergência de apoio entre figuras públicas com atuações distintas evidenciou a amplitude do debate. A manifestação conjunta de lideranças demonstrou um alinhamento sobre a necessidade de combater agressões físicas e psicológicas dentro das instituições religiosas.



