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Faixa de Gaza enfrenta privação de água por Israel, aponta relatório da MSF

Organização internacional detalha como o bloqueio de recursos hídricos afeta a saúde pública e agrava a crise humanitária no território palestino

A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) acusa as autoridades de Israel de utilizarem o bloqueio de recursos hídricos contra civis na Faixa de Gaza. O relatório, nomeado “Água como arma: a destruição e privação hídrica e de saneamento por Israel em Gaza”, detalha que a ação ocorre simultaneamente à ruína de centros médicos, residências e ao falecimento de civis.

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O documento indica que 90% da rede de saneamento e abastecimento local sofreu danos. A coordenadora de emergência da instituição, Claire San Filippo, detalhou a situação. “As autoridades israelenses sabem que sem água a vida acaba, mas, mesmo assim, destruíram deliberada e sistematicamente a infraestrutura hídrica em Gaza, ao mesmo tempo em que bloqueiam consistentemente a entrada de suprimentos relacionados ao [abastecimento de] água”, declarou.

Impacto do bloqueio de Israel na saúde da Faixa de Gaza

A escassez hídrica é intensificada pelas ordens de evacuação militar. A representante da MSF explicou as consequências desse cenário. “Essa privação, combinada com condições de vida precárias, superlotação extrema e um sistema de saúde colapsado, cria o cenário perfeito para a propagação de doenças”, afirmou Filippo. A restrição à entrada de produtos químicos para tratamento hídrico resultou no aumento de infecções respiratórias.

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A reconstrução do território exigirá investimentos bilionários. Um estudo das Nações Unidas, União Europeia e Banco Mundial estima 71,4 bilhões de dólares para recuperar a área. A previsão inicial exige 26,3 bilhões de dólares para “restabelecer serviços essenciais, reconstruir infraestruturas básicas e impulsionar a recuperação econômica.” Os dados mostram que a economia local encolheu 84% durante o conflito.

Dados da ONU sobre infraestrutura e civis na Faixa de Gaza

O levantamento internacional mapeou a extensão dos danos estruturais. Mais de 371 mil moradias registraram destruição, cenário que se repete em quase todas as escolas palestinas e em mais da metade dos hospitais. A crise forçou o deslocamento de 1,9 milhão de indivíduos. Segundo informações médicas da ONU, pelo menos 72.000 palestinos faleceram e 172.000 sofreram ferimentos desde outubro do ano passado.

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