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Atriz Bella Campos relata quadro emocional delicado após novela e desabafa sobre infância

A atriz detalhou os impactos do excesso de trabalho em sua saúde mental e como a terapia a ajudou a lidar com o distanciamento materno.

A atriz Bella Campos compartilhou detalhes sobre sua saúde mental no videocast Conversa vai, conversa vem, do jornal O Globo. A artista abordou um quadro emocional delicado na vida adulta e refletiu sobre o distanciamento de sua mãe, que se mudou para a Europa quando ela tinha dois anos. Para lidar com isso, destacou o acompanhamento psicológico. “Terapia é essencial na minha vida. Tem semana que faço duas vezes, três vezes. A gente vai de acordo”, explicou.

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O período crítico coincidiu com os últimos meses da novela Vai na Fé. A artista relatou que a sobrecarga gerou um estado de apatia profunda, afetando sua capacidade de processar emoções. Sobre essa fase, ela detalhou: “Acho que eu não tava preparada pro volume de trabalho que tive naquele momento e eu fiquei meio anestesiada”. A situação exigiu uma reavaliação de sua rotina.

O quadro emocional de Bella Campos após a novela Vai na Fé

A condição se manifestou pela ausência de reações sentimentais e físicas. O bloqueio impediu a vivência de momentos positivos ou negativos, interferindo na alimentação. Relembrando os sintomas, afirmou que “não conseguia sentir felicidade, raiva, tristeza. Não conseguia comer, sabe? E quando fui pra Cuiabá, casou com esse longa-metragem e encontrei uma outra maneira de fazer o trabalho”.

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A entrevista também explorou memórias da primeira infância. A ida da mãe para a Itália deixou marcas compreendidas recentemente na terapia. A atriz explicou que passou anos romantizando a atitude materna. “Estou encontrando esse buraco (criado pela ausência da mãe). Porque sempre a vida inteira falei: ‘Minha mãe foi muito incrível, foi lá, fez e aconteceu’. Depois disso tudo, ao me encontrar essa criança, internamente, ela me falou: ‘Mona, não está tudo bem'”, relatou.

Como a ausência da mãe na infância moldou a personalidade da atriz

O reconhecimento desse distanciamento permitiu compreender a origem de seus traços de personalidade. A solidão forjou uma postura de independência extrema como mecanismo de defesa. Ao analisar a dinâmica, concluiu: “Comecei a dar espaço para que essa criança falasse o que ela sentiu de fato. Ela sentiu um abandono imenso, que fez com que me constituísse nesta mulher autossuficiente, que dá conta, que se resolve, se defende, se posiciona. Mas existe um limbo onde ela ficou, os sentimentos ficaram muito aprisionados”.

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