Falecimento de lobos na Itália revela cenário alarmante em parque nacional
O falecimento de lobos e outras espécies no Parque Nacional de Abruzzo levanta suspeitas sobre o uso intencional de substâncias tóxicas na região.
O falecimento de 18 lobos no Parque Nacional de Abruzzo, Lazio e Molise, na Itália, mobiliza autoridades após os animais serem encontrados sem vida em um intervalo de sete dias. A apuração criminal sugere contaminação intencional por substâncias tóxicas. O episódio é tratado como uma das infrações mais severas contra a fauna silvestre do país europeu na última década.
A administração da reserva informou que oito corpos foram localizados recentemente, somando-se a outros dez espécimes achados falecidos anteriormente. Carcaças de três raposas e um bútio-comum também foram identificadas, reforçando a tese de uso de agentes químicos. Em nota, o parque declarou: “A decepção se mistura ao desespero… É uma dor que varia do sofrimento profundo à incredulidade”. O texto conclui: “Esperamos não ter que lidar com mais más notícias. Repetimos mais uma vez que, seja qual for a motivação, a ilegalidade e o crime não podem ser justificados de forma alguma.”
Investigação do falecimento de lobos por Luciano D’Angelo
A apuração iniciou quando guardas detectaram iscas adulteradas perto de cinco canídeos falecidos em Alfedena. Análises laboratoriais buscam determinar o composto utilizado. A situação gera alerta devido à presença do urso-pardo-marsicano, subespécie ameaçada que divide o habitat. O promotor Luciano D’Angelo pontuou: “Ursos e lobos são símbolos desta região e não encaramos suas mortes com leviandade. As investigações iniciais indicam que foi envenenamento, mas saberemos mais tarde qual foi a substância utilizada.”
O Fundo Mundial para a Natureza (WWF) manifestou apreensão, classificando a ocorrência como os “crimes mais graves contra a vida selvagem dos últimos 10 anos”. A entidade destacou: “Já atingimos a marca de 18 [ lobos ] mortos ilegalmente em apenas alguns dias”. O WWF complementou: “Este massacre contínuo atinge o coração do nosso patrimônio natural. Espalhar veneno para atingir uma espécie emblemática como o lobo é um ato covarde e criminoso contra a biodiversidade e um ataque à segurança pública – estamos em 2026 e esses atos não podem ficar impunes.”
Impacto das leis europeias no falecimento de lobos na Itália
O contexto coincide com alterações da União Europeia, que rebaixou a proteção da espécie para facilitar o manejo populacional após demandas de pecuaristas. A Europa abriga cerca de 20 mil indivíduos, com maior concentração no território italiano. Historicamente perseguidos, esses predadores possuem medidas de preservação e proibição de caça desde a década de 1970.



