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Aos 89 anos, Jack Nicholson mantém o recorde de indicações ao Oscar entre atores masculinos

Afastado das telas desde 2010, o astro de Hollywood acumula três estatuetas e papéis inesquecíveis em mais de cinco décadas de dedicação ao cinema

O ator Jack Nicholson celebra 89 anos com uma marca histórica no cinema. Em mais de cinco décadas de carreira, o artista norte-americano acumulou 12 indicações ao Oscar, estabelecendo o recorde isolado entre atores masculinos. Dessas nomeações, o astro levou três estatuetas douradas para casa, consolidando seu nome na indústria de Hollywood ao lado de figuras emblemáticas do século passado, como os intérpretes Al Pacino e Marlon Brando.

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Nascido na cidade de Neptune, em Nova Jersey, no ano de 1937, o astro cresceu em um ambiente familiar incomum, descobrindo tardiamente que a mulher que o criou como mãe era sua avó biológica, e sua suposta irmã era sua verdadeira mãe. Antes da fama, trabalhou nos bastidores da Metro-Goldwyn-Mayer como office boy e assistente. A estreia oficial nas telonas ocorreu em 1958, no longa “The Cry Baby Killer”, produzido por Roger Corman, diretor essencial em seus primeiros passos nos filmes de baixo orçamento.

O sucesso de Jack Nicholson no Oscar e em clássicos de Hollywood

A projeção internacional do intérprete aconteceu com o lançamento de “Easy Rider”, obra que rendeu sua primeira indicação ao prêmio da Academia. A partir desse momento, ele se tornou um dos principais rostos da Nova Hollywood. O primeiro Oscar de Melhor Ator veio com o papel de Randle McMurphy em “Um Estranho no Ninho”, seguido por atuações aclamadas em obras como “Chinatown”, sob a direção de Roman Polanski, e “Profissão: Repórter”, do cineasta Michelangelo Antonioni.

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Nas décadas seguintes, o artista provou sua versatilidade ao transitar por diferentes gêneros cinematográficos. Ele eternizou o personagem Jack Torrance no suspense “O Iluminado”, de Stanley Kubrick, e conquistou seu segundo Oscar por “Laços de Ternura”. Em 1989, assumiu o manto do vilão Coringa no filme “Batman”, dirigido por Tim Burton. O terceiro prêmio da Academia chegou no final dos anos 1990, com “Melhor é Impossível”, onde interpretou um escritor lidando com questões psicológicas.

A aposentadoria do ator Jack Nicholson e sua ligação com o Los Angeles Lakers

Além do legado construído nos sets de filmagem, a imagem pública do veterano ficou fortemente associada ao basquete, sendo um dos torcedores símbolos da franquia Los Angeles Lakers, frequentemente visto à beira da quadra. Nos anos 2000, ele ainda participou de projetos grandiosos, destacando-se em “Os Infiltrados”, de Martin Scorsese, e “Antes de Partir”. Seu último registro em um longa-metragem ocorreu na comédia “Como Você Sabe”, lançada em 2010, marcando seu afastamento das produções audiovisuais.

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