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Tensão extrema: ataque russo na Ucrânia atinge civis e tira a vida de 17 pessoas

Ofensiva com drones e mísseis atinge infraestruturas e áreas residenciais, enquanto Volodymyr Zelenskiy cobra manutenção das sanções contra Moscou

Uma ofensiva militar intensificou a guerra no leste europeu, quando um ataque russo na Ucrânia tirou a vida de 17 indivíduos, incluindo uma criança. A investida envolveu o lançamento de mísseis e drones contra a capital Kiev e outras cidades durante a madrugada. Em resposta, forças ucranianas enviaram equipamentos não tripulados ao porto de Tuapse, localizado no Mar Negro, na Rússia, onde duas pessoas faleceram, entre elas uma adolescente de 14 anos, e uma refinaria de petróleo local foi danificada.

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Na capital ucraniana, o amanhecer revelou fumaça escura e incêndios em múltiplos pontos. Equipes de resgate e moradores trabalharam na remoção de escombros de edifícios residenciais e de um hotel severamente danificados. O impacto do confronto armado gerou desespero entre os civis que presenciaram a destruição de suas vizinhanças. “Temo por nosso país e por tudo o que temos. Pelas pessoas. Sinto muito pelas crianças. Muitas pessoas morreram hoje”, relatou Olena Kapustian, moradora de 41 anos que estava nas ruas com seu filho.

Impacto do ataque russo em Kiev e o posicionamento de Volodymyr Zelenskiy

O prefeito Vitali Klitschko confirmou que quatro pessoas faleceram em Kiev em decorrência das explosões. Autoridades regionais registraram mais oito vítimas fatais em Odessa e quatro em Dnipro, no sudeste do país, onde complexos residenciais foram consumidos pelas chamas. O presidente Volodymyr Zelenskiy defendeu a manutenção do cerco econômico internacional, citando a existência de cerca de 100 feridos. “Não pode haver normalização da Rússia como ela é hoje. A pressão sobre a Rússia precisa funcionar. E é importante cumprir todas as promessas de assistência à Ucrânia dentro do prazo”, declarou o chefe de Estado.

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O governo de Moscou justificou a operação classificando-a como um ataque “maciço” direcionado a instalações de energia utilizadas pelas tropas adversárias e a centros de produção de armamentos. Por outro lado, o comando militar de Kiev informou que suas defesas aéreas interceptaram 31 mísseis e 636 drones, embora 12 projéteis e 20 aeronaves tenham atingido os alvos. As forças ucranianas também afirmaram ter atingido infraestruturas no sul do território russo e dois depósitos de combustível na região da Crimeia.

Buscas na Ucrânia e apelo de Andrii Sybiha por sanções contra a Rússia

As operações de busca e salvamento continuam ativas nas áreas atingidas, com a possibilidade de alteração no número de pessoas que faleceram, conforme indicou o vice-primeiro-ministro Oleksiy Kuleba. No âmbito diplomático, o ministro das Relações Exteriores, Andrii Sybiha, utilizou as plataformas digitais para cobrar uma postura rígida da comunidade global em relação ao conflito. “Todas as decisões necessárias para aumentar a pressão sobre o agressor devem ser desbloqueadas agora”, publicou o chanceler, complementando que “É imoral, contraproducente e perigoso adiar as sanções contra a Rússia ou pacotes de apoio à Ucrânia.”

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