Goleiro Bruno aciona a Justiça contra o Facebook por falhas no Instagram mesmo com mandado de prisão
Ex-jogador pede indenização por restrições no Instagram e tem solicitação de participação remota negada pelo magistrado
O ex-goleiro Bruno Fernandes iniciou uma disputa judicial contra a Meta, empresa controladora do Facebook e do Instagram. O processo foi protocolado no final de março, período em que o ex-atleta já era considerado foragido devido a um mandado de prisão expedido no início do mesmo mês. A ação tem como objetivo contestar o funcionamento de sua conta profissional nas redes sociais, que estaria sofrendo limitações técnicas.
Na documentação, o requerente afirma que seu perfil no Instagram apresentou falhas operacionais. A conta permaneceria ativa no sistema, mas deixou de ser exibida para os usuários, criando a impressão de que havia sido excluída. A defesa argumenta que essa restrição prejudica o alcance das publicações, diminui o engajamento do público e afeta negativamente a credibilidade da página profissional mantida pelo ex-jogador.
Processo do goleiro Bruno contra a Meta inclui pedido de indenização
A solicitação inicial incluiu um pedido urgente para que o funcionamento da conta fosse restabelecido. O juiz responsável pela análise preliminar negou a liminar no dia seguinte ao protocolo, justificando que não existia risco imediato que fundamentasse a medida. Além da regularização do perfil, a ação judicial exige o pagamento de uma indenização de trinta mil reais, sob a justificativa de danos morais causados pela plataforma.
Com o avanço do trâmite, o 1º Juizado Especial Cível de Campos dos Goytacazes marcou uma audiência de conciliação para maio. Antes da data, a defesa apresentou um requerimento para que a participação ocorresse de forma remota. O magistrado indeferiu a solicitação, reforçando que a regra exige o comparecimento presencial das partes e destacando a ausência de justificativas legais que impedissem a presença física no fórum.
Situação penal do ex-goleiro Bruno Fernandes segue indefinida na Justiça
Paralelamente à ação cível, a situação na esfera penal permanece sem resolução. A Vara de Execuções Penais emitiu um mandado de prisão após constatar o descumprimento das regras da liberdade condicional. O paradeiro atual do indivíduo continua desconhecido pelas autoridades. O ex-atleta cumpre pena de nove anos de reclusão relacionada à condenação por ter tirado a vida de Eliza Samúdio, fato que resultou em sua detenção em 2010.



